Recém-filiado ao PSL, Datena sinaliza à direção do partido que chegou a sua vez

Legenda que abrigou o então deputado federal Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 sonha em lançar o apresentador da ‘TV Bandeirantes’ como candidato à Presidência da República em 2022

  • Por André Siqueira
  • 26/07/2021 15h40 - Atualizado em 26/07/2021 18h59
Reprodução/Instagram/datenareal/08.06.2021Nos últimos dias, o PSL encomendou uma pesquisa eleitoral para medir a força do jornalista e apresentador junto ao eleitorado

Depois de ensaiar sua candidatura em outras três eleições, o jornalista e apresentador José Luiz Datena tem dito à cúpula do PSL, partido ao qual se filiou no final de junho, que desta vez não irá recuar. O plano principal da legenda, que abrigou o então deputado federal Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, é lançá-lo à Presidência da República, mas as corridas ao Senado ou ao governo do Estado de São Paulo não estão descartadas. “Datena tem transmitido uma segurança muito grande. O Bivar [presidente nacional do PSL] tem retransmitido isso para nós. Ele está com o sentimento de que ‘chegou a minha vez’, quer ser candidato ao Planalto”, disse à Jovem Pan o deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP), vice-presidente da sigla. Antes mesmo de sacramentar a filiação de Datena, o PSL encomendou uma pesquisa para medir a força do nome do apresentador da TV Bandeirantes junto ao eleitorado. No levantamento interno, ele ficou um pouco abaixo dos dois dígitos, uma performance bem vista pelos dirigentes. Nos últimos dias, uma nova pesquisa foi encomendada. O resultado ficará pronto ainda nesta semana.

Apesar de ter dito em seu programa diário que é pré-candidato à Presidência da República, Datena já expressou, em outras ocasiões, a sua preferência por ingressar no mundo político pelo Legislativo. Exatamente por isso, a candidatura ao Senado, no ano que vem, não está descartada. No pleito de outubro de 2022, os eleitores vão às urnas para escolher 27 senadores. As pesquisas eleitorais servirão para embasar a decisão de Datena: se a candidatura ao Palácio do Planalto não decolar até janeiro, o caminho para o Congresso estará pavimentado. Em 2016, filiado ao Progressistas (PP), o jornalista foi cotado para concorrer à Prefeitura de São Paulo. Dois anos depois, foi lançado para concorrer ao Senado pelo DEM, mas sua pré-candidatura durou apenas 11 dias. No ano passado, então filiado ao MDB, foi aventada a possibilidade de ser vice do então prefeito Bruno Covas (PSDB) ou disputar a prefeitura paulistana.