Rosa Weber pede que PGR analise pedido para prorrogar inquérito sobre suposta prevaricação de Bolsonaro

Polícia Federal havia pedido 45 dias extras para ‘realizar diligências’ no caso de compra da vacina Covaxin

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2021 22h55
Marcelo Camargo/Arquivo Agência BrasilRosa Weber pediu manifestação da PGR sobre prorrogação do inquérito

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido realizado pela Polícia Federal (PF) para prorrogar o inquérito sobre a suposta prevaricação cometida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no caso de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. “Manifeste-se a Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de prorrogação do prazo das investigações formulado pela autoridade policial. Com a manifestação, voltem conclusos”, solicitou Weber. A PGR deverá responder ao STF se concorda com a extensão do prazo ou se acredita que a PF já tem elementos para definir se houve crime ou não. A investigação foi iniciada em julho e tinha prazo inicial de 90 dias, que já acabou, mas a PF pediu mais 45 para a realização de ‘novas diligências’.

No inquérito, a PF tenta definir se Bolsonaro sabia de irregularidades na compra da vacina Covaxin e não tomou nenhuma ação para evitá-las ou para que fossem investigadas. O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, disseram à CPI que informaram Bolsonaro sobre problemas no contrato, ao que teriam ouvido do presidente que PF seria comunicada – no entanto, a Polícia não foi notificada sobre o caso naquele momento, apenas quando os irmão vieram a público. A compra da Covaxin não foi acertada pelo governo federal diretamente com a fabricante, a empresa indiana Bharat Biotech, e sim com uma intermediária, a Precisa Medicamentos. O contrato foi cancelado posteriormente, por conta de fraudes em documentos apresentados pela Precisa.