Flávio Bolsonaro diz que contrato de Eduardo com produtores é antigo

Documento teria sido feito antes de formalizar com a produtora nos EUA

  • Por Rafael Rintzel
  • 15/05/2026 15h59 - Atualizado em 15/05/2026 17h40
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Bruno Peres/Agência Brasil Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista à CNN, afirmou que o contrato assinado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não é o mesmo que ficou vigente para a produção do filme. De acordo com o pré-candidato, o documento vazado pela Intercept era antigo e havia sido feito com recursos do próprio Eduardo, que assinava como produtor executivo do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. De acordo com o senador, tanto Eduardo quanto Mário Frias (PL) – em quem disse confiar 100% – em nenhum momento tiveram acesso ao dinheiro destinado para a produção do filme Dark Horse.

De acordo com novos vazamentos, o ex-deputado federal tinha responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do filme conforme um contrato assinado pelo próprio Eduardo em novembro de 2023. Outro documento de fevereiro de 2024 mostra ainda que Eduardo é qualificado como financiador do filme e autoriza o uso de recursos financeiros que ele investir no projeto. Porém, não há confirmação de que o segundo documento tenha sido assinado. As informações foram publicadas pelo site Intercept Brasil nesta sexta-feira (15)

Sobre a presença de emendas parlamentares na produção do filme, o senador nega, afirmando que “os deputados vão explicar o destino das emendas”. Em relação ao uso de dinheiro público, Flávio acusa o PT de utilizar verba para manter um “grande complexo industrial de mentiras“, afirmando que “está tudo mapeado” e, no momento certo, vai vir à tona. “A gente ta pegando detalhe por detalhe para vir à tona no momento certo“.

O senador acrescenta saber de “deputado” que utiliza dinheiro público para fazer impulsionamento de post: “Tem deputado que mete o nariz onde não é chamado, que adora usar verba de gabinete para fazer impulsionamento de vídeo, criminoso. ‘Abre o olho, para de meter o nariz onde você não é chamado.’”

Entenda o caso

Vazamentos recentes divulgaram conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, onde o senador cobrava o equivalente a R$ 134 milhões do bancário para a produção de ‘Dark Horse’, filme sobre a história de Jair Bolsonaro.

Flávio se pronunciou confirmando o recebimento de valores destinados por Daniel Vorcaro, mas defendendo que o dinheiro era privado, investido em uma produção privada, sem uso de verbas públicas.

Nesta sexta-feira (15), após a repercussão do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a abertura de um novo processo para identificar se a produção do filme recebeu verba pública. Em março, o ministro havia pedido explicações da Câmara sobre o envio de emendas para organizações ligadas a Karina Ferreira Gama, produtora do filme.

O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) apresentou um ofício, na quinta-feira (14), dirigido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitando a abertura de investigações para identificar a origem do vazamento das mensagens e áudio que deveriam ser sigilosos.

Flávio Bolsonaro tem buscado se explicar sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro e esclarecer os fatos, visando as eleições presidenciais de 2026. Em pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Gerp antes do vazamento e divulgada nesta quinta-feira (14), Flávio se destacava com 50% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) aparecia com 43%.

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