Suplicy: ‘Por defender intervenção militar, Ratinho merece a mesma punição que Daniel Silveira’

Apresentador afirmou que política brasileira precisa fazer como em Singapura: ‘Entrou um general, consertou o país e, um ano depois, fez eleições’

  • Por Jovem Pan
  • 18/02/2021 16h07 - Atualizado em 18/02/2021 16h29
Reprodução/FacebookVereador Eduardo Suplicy

Nesta quarta-feira, 17, o vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT) usou as redes sociais para comentar uma declaração política do apresentador Ratinho, que defendeu uma intervenção militar durante a exibição do programa “Turma do Ratinho”, em sua própria emissora de rádio, a Massa FM, nesta terça-feira, 16. No Twitter, Suplicy afirmou que “por suas declarações em favor da ditadura militar, Ratinho está a merecer punição semelhante à do deputado Daniel Silveira (PSL-SP).” A prisão de Silveira foi decretada após a publicação de um vídeo no qual defendeu a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e fez apologia ao AI-5, instrumento jurídico de repressão instaurado durante a ditadura.

Além de criticar Ratinho, Suplicy desafiou o apresentador a enfrentá-lo em um debate sobre o período da ditadura militar brasileira. “Desafio o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, a realizar um debate em que ele venha a defender a volta dos militares ao poder no Brasil, como aconteceu de 1964 em diante, na ditadura militar.” O vereador reforçou seu posicionamento alegando que a maioria dos brasileiros também defende o sistema democrático. “Diferentemente do que ele afirma, tenho a certeza de que o povo optará pela democracia“, disse.

O pronunciamento de Ratinho, feito nesta semana, chamou a atenção dos internautas e gerou polêmica na internet. A defesa de uma política de “limpeza” de moradores de rua está entre suas falas que mais repercutiu. “Eu sei que o que vou falar aqui pode até chocar, mas está na hora de fazer igual fez em Singapura. Entrou um general, consertou o país e, um ano depois, fez eleições. Mas primeiro consertou, chamou todos denunciados e disse: ‘vocês têm 24 horas para deixar o país ou serão fuzilados’. Limpou Singapura”, afirmou em referência ao modelo de administração aplicado pelo primeiro-ministro Lee Kuan Yew, que controla as liberdades individuais da população. Dando continuidade ao comentário, ele citou a política do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. “Ele pesquisou do que o povo tinha medo e descobriu que era dos mendigos batendo nas portas. Ele limpou os mendigos da cidade. Do que as pessoas tinham medo? Morador de rua. Assim, ele tirou todos os moradores de rua e deu um lugar para os caras se virarem. Ele limpou tudo e a imprensa ficou a favor dele. Aqui, se mexer com morador de rua, a imprensa cai em cima do político. Ele começou nos pequenos e chegou no maior”, concluiu.