Zanin suspende trechos da lei que prorrogou desoneração e leva decisão ao plenário do STF
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido do governo e suspendeu trechos da lei que prorrogou a desoneração da folha dos municípios e de setores produtivos até 2027. “Na linha do que reiteradamente vem decidindo este STF, observo que essa necessária compatibilização das leis com o novo regime fiscal decorre de uma opção legislativa”, disse o ministro na decisão. Ele é o relator do caso. “Não cabe ao STF fazer juízo de conveniência e oportunidade sobre o conteúdo do ato normativo, mas apenas atuar em seu papel de judicial review, ou seja, de verificar se a lei editada é compatível com a Constituição Federal”, afirmou Zanin na decisão. A medida é provisória e será levada ao referendo do plenário virtual a partir desta sexta-feira, 26.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/cta_logo_jp_geral.png” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
A ação foi ajuizada ontem e assinada pelo próprio presidente Lula, além do ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias. O governo alegou que a lei, promulgada no final do ano passado, não demonstrou o impacto financeiro da medida, conforme exigido pela Constituição. O ministro acatou o argumento da AGU e considerou que, sem indicação do impacto orçamentário, poderá ocorrer “um desajuste significativo nas contas públicas e um esvaziamento do regime fiscal constitucionalizado”.
Na ação, o governo pedia que Zanin, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Corte, fosse relator do processo. Isso porque ele já relata outra ação, apresentada pelo Novo, que contesta a medida provisória (MP) do governo que estabeleceu a reoneração. Normalmente as ações que entram na Corte são sorteadas, exceto quando já tramitam outros processos que discutem o mesmo tema. Nesses casos, o processo é distribuído por “prevenção” para o ministro que já é relator das ações semelhantes.
*Com informações do Estadão Conteúdo
[jp-related-posts ids=”1594773,1594653″]
continue lendo
Política
Ninguém pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal, diz Lula
O presidente disse ainda que tem uma preocupação quase que 'sobrenatural' para que a sociedade não perca a esperança e a fé nas instituições
- Relatório da PF expõe divisão interna sobre Lulinha e sugere acionar Corregedoria Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Lula: Dizer que vacina faz a pessoa virar gay ou virar jacaré é crime Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Defesa diz que ‘direcionamento’ de Mendonça deve gerar arquivamento de caso Lulinha Estadão Conteúdo · há 4 horas
- AGU diz que não agiu em nome da PF para tirar Mendonça: ‘Intervenção processual’ Estadão Conteúdo · há 6 horas