Presidente sul-coreana exige desculpas do Norte em plena crise militar

  • Por Agencia EFE
  • 24/08/2015 05h17

Presidente sul-coreana Park Geun-hye fala durante encontro com alta cúpula em Seul nesta segunda

Presidente sul-coreana Park Geun-hye

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, exigiu nesta segunda-feira que a Coreia do Norte se desculpe por seus dois supostos ataques contra o país vizinho e que provocaram uma das maiores crises militares dos últimos anos entre os dois países.

A chefe de Estado sul-coreana anunciou em reunião com seu gabinete que, se não obter as desculpas norte-coreanas, continuarão funcionando os alto-falantes que emitem propaganda contra o regime de Kim Jong-un na Zona Desmilitarizada.

Além disso, ameaçou tomar novas medidas de represália contra a Coreia do Norte como havia anunciado previamente o Ministério da Defesa, informou a agência sul-coreana “Yonhap”.

A Coreia do Norte tinha ameaçado o Sul com uma ação militar caso não desligasse os alto-falantes no sábado passado, embora este ultimato tenha sido suspenso depois que os governos de ambos países convocaram para esse mesmo dia uma reunião de alto nível para tentar solucionar a crise.

Representantes de Seul e Pyongyang seguem reunidos na Aldeia da Trégua de Panmunjom, em um encontro que hoje se prolongou pelo terceiro dia sem anunciar-se avanços.

As especulações apontam que a estagnação no debate se deve justamente às inflexíveis posturas de ambas partes em relação à questão dos alto-falantes e das desculpas que Seul exige a Pyongyang pelos dois ataques.

A Coreia do Norte negou categoricamente seu envolvimento na explosão de minas que no dia 4 causou graves ferimentos em dois soldados sul-coreanos que patrulhavam perto da fronteira, e também não reconhece ter disparado primeiro na troca de tiros de artilharia que aconteceu na quinta-feira passada.

Enquanto isso, as forças armadas de ambos lados permanecem preparadas para o combate, em um ambiente marcado pela tensão.

Norte e Sul permanecem tecnicamente enfrentados desde a Guerra da Coreia (1950-53), que finalizou com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo.