Reunião termina sem acordo e professores universitários mantém greve

  • Por Agência Brasil
  • 23/06/2015 21h21
NITERÓI,RJ,28.05.2015:UFF-OCUPAÇÃO - Estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) seguem ocupando prédio da reitoria da instituição, em Icaraí, Niterói (RJ), nesta quinta-feira (28). O local foi ocupado na tarde desta quarta-feira (27). O ato se soma a deliberação de greve anunciada para esta quinta-feira como forma de pressionar a reitoria para atender as demandas dos alunos. . (Foto: jose lucena/Futura Press/Folhapress)Estudantes ocupam prédio da reitoria da UFF em Icaraí

Terminou sem acordo a reunião, hoje (23), entre representantes dos professores de universidades públicas em greve e a Secretaria de Educação Superior, do Ministério da Educação. Após cerca de duas horas de reunião, o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Paulo Rizzo, disse que não houve avanços nas negociações e os docentes vão permanecer em greve.

“Não houve avanços, a greve continua, e somos da opinião que temos que reforçar a mobilização para que haja negociações efetivas. Sob o ponto de vista financeiro, não há nenhum avanço”, disse Rizzo. A paralisação começou no dia 28 de maio e tem a adesão de 31 universidades federais e um instituto federal, no balanço da Andes-SN.

Segundo o presidente da Andes-SN, a proposta apresentada aos grevistas pelo secretário de educação superior, Jesualdo Pereira, foi a de formar um grupo de trabalho, após o dia 15 de julho, para discutir a carreira dos docentes. Questões financeiras ficariam a cargo do Ministério do Planejamento, segundo o presidente da Andes-SN. “Insistimos para que o MEC acompanhe as negociações no ministério do Planejamento sobre a carreira e eles se dispuseram a participar”, disse.

O Ministério da Educação informou que, na audiência com o Andes-SN, se comprometeu a acompanhar as negociações junto ao Ministério do Planejamento, que é o responsável pela negociação salarial, e a criar um grupo de trabalho para debater questões conceituais da carreira. O MEC registrou ainda que em 2015 os docentes tiveram reajuste salarial por conta do acordo firmado com a categoria em 2012.

Na pauta que os docentes entregaram anteriormente ao ministério estão itens como a garantia de piso remuneratório de R$ 2.784 para docente graduado em regime de trabalho de 20 horas e a ampliação da infraestrutura das instituições, incluindo laboratórios e equipamentos. Eles também querem a aplicação de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia.

No início do mês, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou, por nota, que uma contraproposta para as instituições federais de ensino será apresentada até o fim deste mês. Essa contraproposta faz parte do contexto das negociações feitas com o conjunto do funcionalismo público, de acordo com o ministério.

Entre os participantes da reunião estavam o secretário da Secretaria de Educação Superior, Jesualdo Pereira, a direção do Andes-SN e representantes do comando de greve dos professores.