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Rota bioceânica ficará pronta até o final de 2026, informa Simone Tebet

Ministra do Planejamento destacou que nova rota pelo Oceano Pacífico será a opção mais econômica para exportações destinadas à Ásia, reduzindo em 10 mil km a distância de países como Japão, China, e Coreia do Sul 

Victor Trovão

A Ministra Simone Tebet durante anúncio do Plano Safra 2023/2024
FUP20230627166 FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil está intensificando seus esforços para inaugurar a rota bioceânica, uma iniciativa que visa conectar as áreas agrícolas do país ao Paraguai, Argentina e aos portos chilenos. Este projeto surge em um contexto de aumento de tarifas imposto pelo então presidente americano Donald Trump, o que motivou o governo brasileiro a se empenhar na conclusão da rota até 2026. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou que a nova rota pelo Oceano Pacífico será a opção mais econômica para exportações destinadas à Ásia, reduzindo em pelo menos 10 mil km a distância entre o Brasil e países como Japão, China, Indonésia, Singapura e Coreia do Sul. Essa redução de custos promete tornar a indústria e o agronegócio brasileiros mais competitivos no mercado internacional.

O governo brasileiro está determinado a concluir o corredor para o Atlântico o mais rapidamente possível, com um foco especial no fortalecimento da logística através da inclusão de ferrovias. O ministro dos Transportes, Renan Filho, sublinhou a importância do projeto para estreitar os laços com a China, que é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil. Um dos principais benefícios esperados é a redução do tempo de navegação até a China. O presidente Lula, que está em visita à Rússia, planeja uma viagem à China para assinar memorandos que impulsionarão o desenvolvimento ferroviário brasileiro com a colaboração chinesa.

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Paralelamente, o governo brasileiro leiloou a chamada rota da celulose, que conecta Mato Grosso do Sul a São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Hidel, destacou a necessidade de investimentos privados para acompanhar o crescimento e oferecer suporte ao capital privado. O consórcio KIG venceu o leilão, oferecendo um desconto de 9% sobre o valor da tarifa de pedágio, e administrará uma extensão de 870 km por 30 anos, com um investimento previsto de R$ 10,1 bilhões.

*Com informações de Daniel Liam 

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*Reportagem produzida com auxílio de IA