Seis suspeitos de estupro coletivo são considerados foragidos

  • Por Estadão Conteúdo
  • 30/05/2016 12h01
RJ - OPERAÇÃO / SÃO JOSÉ OPERÁRIO - GERAL - Polícia faz operação no Morro São José Operário, na zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (28), para buscar suspeitos de terem participado do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos. A polícia apreendeu 1482 papelotes de cocaína e 2179 trouxinhas de maconha. 28/05/2016 - Foto: JOHNSON PARRAGUEZ/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDOPolícia

A Polícia Civil do Rio procura nesta segunda-feira, 30, seis homens acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, ocorrido no bairro de Jacarepaguá, zona oeste, no sábado, dia 21, e divulgado em redes sociais na terça-feira, 24. Eles são considerados foragidos. Ainda não se sabe quem participou do ato em si e quem o divulgou na internet.

Estão sendo procurados Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Russa; Marcelo Miranda da Cruz Correa; Raphael Assis Duarte Belo; Michel Brasil da Silva; Lucas Perdomo Duarte Santos; e Raí de Souza. Da Russa é apontado como chefe do tráfico do Morro da Barão, na Praça Seca, onde ocorreu o crime. O Disque Denúncia oferece R$ 1 mil para quem der informações sobre seu paradeiro. Santos tinha um relacionamento com a vítima

Nesta manhã, agentes da Polícia Civil estiveram em favelas e bairros da região à procura dos seis, sem sucesso. A ação foi coordenada pela delegada Cristiana Onorato, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Ronaldo de Oliveira

Em entrevista neste domingo, 29, ao Fantástico, da TV Globo, a adolescente declarou que está recebendo ameaças pela internet e que se sentiu desrespeitada na delegacia onde prestou dois depoimentos.

“Quando vim à delegacia, não me senti à vontade em nenhum momento. Acho que é por isso que as mulheres não fazem denúncias”, disse a adolescente. Ao explicar o que aconteceu na delegacia, a jovem afirmou: “Tentaram me incriminar, como se eu tivesse culpa por ser estuprada”.

No mesmo dia, a família decidiu dispensar a advogada Eloísa Samy Santiago, que defendia a adolescente no caso. Ela será protegida pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, em parceria com o governo federal.