Social-democratas repetem triunfo na Groenlândia, mas por margem apertada
Copenhague, 29 nov (EFE).- O partido social-democrata Siumut foi o ganhador das eleições antecipadas da Groelândia com 34,4% dos votos, à frente do socialista Inuit Ataqatigiit (IA), que obteve 33,2%, ao fim da apuração, neste sábado, das urnas.
Os dois partidos obtiveram 11 cadeiras cada um das 31 do Inatsisartut, o parlamento autônomo desta região sob soberania dinamarquesa, e precisarão de apoio das outras três formações que conseguiram representação para alcançar a maioria absoluta.
Demokratiit ficou na terceira posição com 11,8% e quatro vagas no parlamento, e o Partido Naleraq, uma nova formação liderada pelo ex-presidente social-democrata Hans Enoksen, teve 11,6% e três cadeiras.
O liberal Atasut ficou com 6,5% e duas cadeiras, e o Partii Inuit conquistou somente 1,6% e perdeu seus dois deputados.
Apesar de ter caído mais de oito pontos, o triunfo eleitoral tem um valor agregado para o Siumut, porque as eleições foram convocadas dois anos antes devido a um caso de corrupção que envolveu a presidente anterior, a social-democrata Aleqa Hammond, e provocou a ruptura da coalizão de governo.
A campanha esteve dominada por temas como corrupção e crise econômica, deixando o debate sobre a independência da região em segundo plano.
A Groenlândia aprovou em 2008, com 75% de votos a favor, um novo Estatuto de Autonomia que inclui o direito a autodeterminação e o controle dos recursos de seu rico subsolo.
Mas os projetos petrolíferos e de mineração que sustentariam o futuro Estado não frutificaram e as expectativas foram rebaixadas depois que uma comissão de analistas dinamarqueses e groenlandeses concluir que a independência não é viável em médio prazo.
A economia da Groelândia, que depende da pesca e da subvenção anual de Copenhague, se contraiu nos dois últimos anos, com reduções de 0,3% e 1,9% no PIB, e o balanço provisório de 2014 aponta para um déficit milionário.
Estes dados fizeram a discussão eleitoral girar sobre como consolidar o desenvolvimento econômico da ilha de mais de dois milhões de quilômetros quadrados, 80% cobertos pelo gelo, e 56.000 habitantes. EFE
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