Trípoli não participará de rodada de diálogo convocada pela ONU no Marrocos
Trípoli, 26 ago (EFE).- O governo líbio de Trípoli, considerado rebelde, não participará da nova rodada de negociações convocada para esta quinta-feira e amanhã pela ONU na cidade marroquina de Sjirat, confirmou hoje Abdelkader al Huili, deputado do parlamento cessante na capital.
Segundo Huili, o motivo é “o fracasso” do enviado especial da ONU para a Líbia, Bernardino León, na hora de responder positivamente às reivindicações do Congresso Nacional geral (CNG), o governo em Trípoli que controla cerca de 80% do território.
“O chefe da missão de apoio para a Líbia não fez nada respeito (das propostas) apresentadas pela CNG durante a reunião em Argel”, afirmou.
León e representantes do CNG se reuniram no início do mês em Argel para aproximar posições depois de o governo em Trípoli se ausentar da assinatura do acordo de paz apresentado pela ONU e que foi rubricado pelo governo em Tobruk, reconhecido pela comunidade internacional.
A essa reunião também assistiram o ministro argelino de Assuntos Norte-africanos, da União Africana e da Liga dos Estados Árabes, Abdelkade Messahel, e o ministro italiano de Relações Exteriores, Paolo Gentiloni.
O executivo em Trípoli questiona a ideia de León de entregar o parlamento reconhecido em Tobruk a presidência e uma das vice-presidências do governo de unidade transitório e deixar a outra para a capital.
A decisão do CNG era esperada, depois de ontem ter anunciado a renúncia do chefe da equipe negociadora que representa o governo rebelde em Trípoli, Saleh al Makhzoumi, aceita imediatamente pelo presidente do CNG, Nuri Abu Sahmain.
Este foi um novo golpe para os esforços mediadores de León, que na segunda-feira convocou uma nova rodada de diálogo para tentar formar antes do final do mês um governo de união nacional que ajude a tirar o país da guerra civil na qual está imerso há quatro anos.EFE
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