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Alan Ghani

Crise de segurança: a oportunidade da direita se reorganizar

Fragilidade do governo Lula é justamente a segurança pública; nas grandes cidades se tornou comum assaltos à luz do dia para roubar celulares

Alan Ghani

Lula e Cláudio Castro
Lula e Cláudio Castro Pedro Kirilos/Estadão

A crise de segurança pública na cidade do Rio de Janeiro, materializada no confronto bélico entre a Polícia e o Comando Vermelho, é uma brecha para a direita se reorganizar e ter uma pauta para as eleições de 2026.
A fragilidade do governo Lula é justamente a segurança pública. Se perguntarmos para qualquer brasileiro se ele se sente mais seguro agora ou em 2022, certamente a resposta será que o medo de hoje é muito maior. Não é à toa. Nas grandes cidades se tornou comum assaltos à luz do dia para roubar celulares, muitas vezes resultando em morte das vítimas.

O governo federal, desde o início, percebeu a crise de segurança pública, mas entregou muito pouco para resolver o problema. A única proposta foi a PEC da Segurança, que só concentra mais poderes na polícia federal, sem, de fato, trazer uma solução.

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Não há nenhuma iniciativa do governo federal de endurecimento penal, controle de fronteiras e construção de presídios, fatores essenciais para conter a onda de violência que tomou conta do país. Com o ocorrido no Rio de Janeiro, a direita tem uma grande chance de voltar a ocupar a Presidência da República. Para isso, precisa se reorganizar, virar a página da anistia e bater no maior problema do Brasil: a crise de segurança pública que aterroriza o país.

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