Com brasileiro, não há quem possa

Onde rola bola, rola emoção

  • Por Bia Garbato
  • 02/06/2026 17h29
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EFE/EPA/Neil Hall Torcida do Brasil na Copa Torcida do Brasil para o jogo contra a Croácia pelas quartas de final

Assim que colocamos o pezinho em 2026, nossos corações entraram em campo. E, a cada dia, eles batem mais forte: escalação feita, Neymar dentro, figurinhas repetidas e 13 de junho quase aí. Todos prontos para ver os craques darem um show.

Mas não são só os jogadores profissionais que fazem a bola rolar. O maior número de pontas-esquerdas está na pelada de quarta-feira com os amigos. É um espaço democrático: não importa pra quem você reza antes de dormir, a sua altura (Romário não nos deixa mentir) ou o carro que você chegou ao campo. Na hora em que a turma pisa na grama (sintética ou não) ou na quadra (de concreto ou areia) os problemas ficam pra fora do alambrado. É verdade que as partidas, além de promover amizades, também podem gerar inimizades. Não chega a ser um problema: qualquer diferença em campo acaba depois de uma linguicinha e uma cerveja gelada.

Um efeito colateral do fut do pessoal 40+ são as contusões. Ligamentos maduros não foram feitos para dribles inspirados no Ronaldinho Gaúcho. Joelhos e tornozelos estropiados enriquecem ortopedistas e enchem os consultórios de fisioterapia.

Mas não são todos os amantes do futebol que estão chutando a bola às quartas. Alguns estão ficando roucos no estádio, torcendo pelo time do coração. Outros, estão sentados em frente a uma TV (em casa ou no bar), escutando o locutor narrar as artimanhas do seu time e, no momento do gol, pulando feito o Cristiano Ronaldo. Em todas essas situações, não tem jeito, alguém vai sair feliz, alguém vai sair triste (ou p…). E o juiz, inevitavelmente, de orelha quente.

No Brasil, o amor pela pelota começa cedo. Inclusive, a primeira palavra de muitos brasileirinhos é “bola”. Enquanto ela voa, nossos corações alçam voo. Nossos sonhos vão mais longe.

O fato é que, em 2026, não vai importar quem te deu um carrinho numa pelada, quem secou seu time na final do campeonato ou se o seu melhor amigo virou a casaca. Na Copa, todos os brasileiros estão no mesmo time, independente da camisa de quarta-feira. Porque a camisa mais bonita será sempre a verde e amarela.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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