Base governista apoia prisão domiciliar de Bolsonaro, mas cobra cumprimento da lei

Na segunda-feira (23), o ex-ministro José Dirceu defendeu a medida no Direto ao Ponto da Jovem Pan, invocando o processo legal

  • Por Bruno Pinheiro
  • 24/03/2026 18h10 - Atualizado em 24/03/2026 18h12
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WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO bolsonaro condenado O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro fez uma aparição de cerca de 20 minutos nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, no quintal da casa onde cumpre prisão domiciliar, em Brasí­lia (DF). A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pode formar maioria hoje para condená-lo na ação que apura tentativa de golpe de estado. Bolsonaro evitou responder perguntas sobre o ministro Luiz Fux, que ontem votou por absolvê-lo

Deputados petistas ouvidos pela Jovem Pan apoiaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (24). A posição, no entanto, vem acompanhada de ressalvas.

O deputado Zé Neto (PT-BA) classificou a medida como “decisão técnica” e defendeu o devido processo legal. “A gente sempre defendeu o devido processo legal. Se há essa necessidade, não se trata de ser ou não presidente — trata-se do cumprimento da lei”, disse o deputado à Jovem Pan. Para ele, há três dimensões a considerar: “o lado técnico, humano e a formulação processual.” E foi direto sobre o que espera: “O que defendemos é que ele cumpra dentro das regras legais e respeitando sua condição de saúde.” Sobre o retorno ao regime anterior, Zé Neto foi categórico: “A ida dele para casa, se houver melhora, implica no retorno à prisão.”

Rogério Correia (PT-MG) foi na mesma linha: disse ser favorável à domiciliar diante do estado de saúde e concordou com a reavaliação prevista para daqui a três meses.

Na segunda-feira, o ex-ministro José Dirceu defendeu a medida no Direto ao Ponto da Jovem Pan, invocando o processo legal — e lembrando que Lula, segundo os petistas, não teve o mesmo tratamento quando foi preso na Lava Jato.

Nos bastidores do governo, aliados admitem preocupação com o cenário. Uma eventual complicação grave na saúde de Bolsonaro — ou pior — teria impacto político imediato, com reflexos diretos nas chances eleitorais de Flávio Bolsonaro.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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