Indicação de André do Prado ao Senado divide direita paulista; Salles fala em ‘centrão valdemarista’
A escolha do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de apoiar André do Prado para o Senado paulista gerou mal-estar na própria direita bolsonarista. Nos bastidores, lideranças do campo conservador avaliam que o movimento é desalinhado às pautas ideológicas do grupo no maior colégio eleitoral do país.
Ao titular desta coluna, na Jovem Pan, o deputado Ricardo Salles (NOVO-SP), pré-candidato ao Senado, criticou diretamente a articulação. “Claro. Ninguém decente quer ver a direita apoiando centrão valdemarista”, afirmou, em referência ao grupo político ligado a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Aliados do deputado Mário Frias (PL-SP) também discutem alternativas e defendem uma candidatura da chamada “direita raiz”. Essa ala mais bolsonarista avalia trabalhar em prol dos nomes do próprio Salles e do secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite. A avaliação no grupo é que Prado não seria confiável para pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As negociações devem se intensificar nos próximos meses. A disputa pelo Senado em São Paulo tende a se tornar um dos principais focos de tensão dentro do campo da direita no estado.
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