Indicação de André do Prado ao Senado divide direita paulista; Salles fala em ‘centrão valdemarista’

Lideranças do campo conservador avaliam que o movimento é desalinhado às pautas ideológicas do grupo no maior colégio eleitoral do país

  • Por Bruno Pinheiro
  • 05/05/2026 18h07
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Divulgação/Alesp O deputado estadual André do Prado, do PL O deputado estadual André do Prado, do PL

A escolha do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de apoiar André do Prado para o Senado paulista gerou mal-estar na própria direita bolsonarista. Nos bastidores, lideranças do campo conservador avaliam que o movimento é desalinhado às pautas ideológicas do grupo no maior colégio eleitoral do país.

Ao titular desta coluna, na Jovem Pan, o deputado Ricardo Salles (NOVO-SP), pré-candidato ao Senado, criticou diretamente a articulação. “Claro. Ninguém decente quer ver a direita apoiando centrão valdemarista”, afirmou, em referência ao grupo político ligado a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

Aliados do deputado Mário Frias (PL-SP) também discutem alternativas e defendem uma candidatura da chamada “direita raiz”. Essa ala mais bolsonarista avalia trabalhar em prol dos nomes do próprio Salles e do secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite. A avaliação no grupo é que Prado não seria confiável para pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As negociações devem se intensificar nos próximos meses. A disputa pelo Senado em São Paulo tende a se tornar um dos principais focos de tensão dentro do campo da direita no estado.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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