Proibição de visita de Valdemar a Bolsonaro atrapalha articulação, diz líder da oposição

Moraes negou o pedido da defesa nesta quinta-feira (29), citando riscos às investigações que envolvem Valdemar na trama golpista

  • Por Bruno Pinheiro
  • 29/01/2026 13h41
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Marcello Casal JrAgência Brasil Valdemar Costa Neto Valdemar Costa Neto

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de barrar as visitas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi lida por dirigentes do partido como mais um movimento para restringir a atuação política do grupo enquanto o ex-mandatário permanece preso.

Moraes negou o pedido da defesa nesta quinta-feira (29), citando riscos às investigações que envolvem Valdemar na trama golpista. No caso do senador Magno Malta, também incluído no pedido, o ministro mencionou incidentes disciplinares, como a tentativa de ingresso na unidade prisional sem autorização.

Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumpre pena em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”.
Embora tenha mantido autorizações pontuais — como ajustes no cronograma de visitas, caminhadas em locais previamente definidos e assistência religiosa —, a negativa ao contato com Valdemar foi vista no PL como um golpe direto na cadeia de comando partidária.

Em conversa com o titular desta coluna, o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL), afirmou que a restrição afeta a articulação nos estados. “Sem dúvida nenhuma, atrapalha assim, até porque o presidente Valdemar é o presidente de partido e Bolsonaro é o presidente de honra e é quem dá a última palavra na articulação política nos estados. O próprio presidente Valdemar já falou assim. Então tudo isso é uma estratégia para dificultar a atuação do PL”, disse.

Nos bastidores, aliados mantêm o discurso de que a prisão não será duradoura. Gilberto afirmou acreditar na libertação do ex-presidente. “Mas tenha certeza absoluta que nós iremos vencer essas batalhas. Logo, logo o presidente estará solto. Eu tenho fé em Deus que isso vai ocorrer, o quanto antes”, declarou.

Paralelamente, integrantes da oposição passaram a concentrar esforços junto ao ministro Gilmar Mendes, em busca da concessão de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, numa tentativa de contornar o endurecimento das decisões de Moraes.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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