PM forma conselho que julgará tenente-coronel acusado de matar esposa em SP
Colegiado formado por três coronéis vai analisar provas contra Geraldo Leite Rosa Neto e pode recomendar perda de patente; decisão final caberá ao Tribunal de Justiça Militar
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, apontado como responsável pelo assassinato da ex-mulher, a soldado Gisele Alves Santana, será submetido a julgamento pelo Conselho de Justificação da Polícia Militar. O colegiado será formado por três coronéis da corporação, responsáveis por avaliar as provas e decidir sobre a permanência do oficial na instituição.
Foram designados para compor o conselho Alberto Gil Lima Mendonça, comandante do policiamento em Guarulhos e região; Carlos Alexandre Marques, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom); e Marisa de Oliveira, comandante do policiamento da Zona Leste da capital paulista. A nomeação foi feita pelo secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, no último dia 31, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.
O Conselho de Justificação terá prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 20, para conduzir os trabalhos e garantir o direito de defesa do acusado. Ao final, o grupo deverá emitir parecer sobre a conduta de Geraldo Leite Rosa Neto, podendo declarar sua indignidade para o oficialato e recomendar a perda do posto e da patente — desfecho considerado provável por autoridades da área de segurança pública.
Apesar da análise do conselho, a decisão final caberá ao Tribunal de Justiça Militar, que deverá avaliar o parecer e determinar as medidas cabíveis. Caso seja confirmada a perda da patente, o oficial também poderá perder o direito ao salário da reserva, estimado em cerca de R$ 21 mil mensais. Atualmente, como militar preso, ele recebe um terço desse valor, aproximadamente R$ 7 mil.
Geraldo Leite Rosa Neto é réu pelo assassinato de Gisele Alves Santana, morta em fevereiro com um tiro na cabeça, além de responder por fraude processual.
Na esfera civil, a família da vítima também busca reparação. Nesta quarta-feira, o advogado José Miguel Junior Silva informou que a filha de sete anos do casal recebeu pensão retroativa referente a três meses, no valor total de pouco mais de R$ 7 mil. O montante ficou abaixo do esperado pela família, que era cerca de R$ 2,5 mil mensais. Segundo a defesa, a decisão será contestada judicialmente.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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