Privatização de estradas adotada por Tarcísio é uma ‘patifaria’, diz senador aliado
Mesmo sendo do mesmo partido político (Republicanos), parlamentar Cleitinho Azevedo, de Minas Gerais, afirma ser contra a implantação de novos pedágios e discorda de governador de São Paulo “Pra mim é o fim da incompetência do poder público colocar pedágio, sendo que a gente já paga rigorosamente em dia 50% do que consumimos em impostos para ter infraestrutura nas estradas”. Essa foi uma das falas do senador Cleitinho Azevedo do Republicanos-MG, que criticou a maneira como governadores tem lidado com a criação de novas praças de cobrança com a concessão das rodovias para a iniciativa privada.
Durante uma entrevista concedida ao Morning Show da Jovem Pan News, o senador foi perguntado sobre a polêmica envolvendo o “desvio particular” para evitar o pagamento de pedágio na BR-040, em Paracatu-MG, quando o parlamentar gravou um vídeo mostrando como os condutores podiam evitar a cobrança atravessando uma propriedade. Cleitinho respondeu que classifica uma “patifaria” essa concessão de pedágios para a iniciativa privada.
Questionado então se o que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado do mesmo partido, tem feito “patifaria” também com a ampliação dos pontos de cobrança e o senador afirmou que sim. “Eu gosto muito do Tarcísio, mas eu não vou concordar com ele em tudo não”, disparou. A intenção de Tarcísio de Freitas é instalar ao menos 58 novos pontos de cobrança automática no estado, no chamado Free Flow. Método esse alvo de críticas do parlamentar também.
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“O Free Flow implementado no sul de Minas custa R$ 10,00 sem ninguém para trabalhar. Já aqui no da minha região, próximo a Divinópolis que tem tudo (operador para realizar a cobrança) custa R$ 8,00! Então como você cria um pedágio para ficar mais barato e ele fica mais caro!?”, questionou o senador. Após as críticas a Tarcisio e governadores que estão terceirizando as estradas, Cleitinho defendeu que para haver justiça, é necessário consultar a população. “Se o estado não tá aguentando, tem que chamar as pessoas para conversar e ver se elas querem pedágio e não já sair colocando praça. Tem que ser de uma forma justa”, argumentou o parlamentar. A coluna procurou o governo do estado de São Paulo em busca de respostas, mas até o momento não teve retorno.
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