Quadrilha é presa por sequestro de corretor de criptomoedas em SP

Entre os detidos está um guarda municipal; vítima foi sequestrada após bloqueio de transações suspeitas por instituições financeiras

  • Por David de Tarso
  • 07/04/2026 09h22
  • BlueSky
Divulgação / Polícia Civil de SP Polícia Civil de SP Polícia Civil de SP

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público resultou na prisão de integrantes de uma quadrilha suspeita de sequestrar e extorquir um corretor de criptomoedas em São Paulo. Entre os detidos está um guarda municipal de Indaiatuba, preso durante o cumprimento dos mandados.

As investigações tiveram início em fevereiro do ano passado, quando o corretor foi sequestrado no Shopping Cidade Jardim, localizado na zona sul de São Paulo. Após a abordagem, ele foi levado para um sítio na região metropolitana, onde permaneceu sob ameaça enquanto e era forçado a colaborar com os criminosos.

De acordo com a polícia, o grupo pretendia lavar cerca de R$ 70,8 milhões por meio de transações financeiras. No entanto, o valor foi bloqueado por instituições financeiras que identificaram movimentações suspeitas. A falha no esquema teria motivado o sequestro da vítima, que foi coagida a fornecer senhas de contas bancárias e acesso a dispositivos eletrônicos.

Ainda segundo as investigações, o montante que a quadrilha tentava movimentar está relacionado a um furto de aproximadamente R$ 146 milhões contra uma instituição bancária. Para justificar as transferências ilegais, os criminosos planejavam simular a venda de um site de apostas, obrigando o corretor a executar as operações sob ameaça.

A ação policial é conduzida pelo 34º Distrito Policial, na região do Morumbi. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão temporária com prazo de 30 dias, além de 13 mandados de busca e apreensão. Duas prisões ocorreram no estado do Rio Grande do Norte, onde também foram realizadas buscas.

Informações da Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba indicam que o órgão está colaborando com as investigações, especialmente após a confirmação de que um de seus agentes está entre os presos.

Dados extraídos de celulares apreendidos revelam que o crime foi minuciosamente planejado. Os suspeitos monitoraram a rotina do corretor, acompanhando seus deslocamentos e hábitos. Mensagens encontradas indicam ainda que o grupo pretendia intensificar a violência contra a vítima para garantir sua obediência.

Com as prisões e apreensões realizadas, a Polícia Civil pretende avançar nas investigações para identificar outros envolvidos no esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.