EUA entram no último estágio de operação naval antes de possível incursão por terra na Venezuela

Apuração exclusiva revela que militares americanos receberam alerta para evacuação imediata de familiares e aliados na região

  • Por Eliseu Caetano
  • 31/10/2025 15h34 - Atualizado em 31/10/2025 15h43
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EFE / EPA / WILL OLIVER Casa Branca em Washington, no dia 9 de outubro de 2025 Estados Unidos entraram no último estágio de preparação da operação naval em curso no Caribe, a poucas milhas da costa da Venezuela

Uma fonte militar norte-americana confirmou à coluna que os Estados Unidos entraram no último estágio de preparação da operação naval em curso no Caribe, a poucas milhas da costa da Venezuela. Segundo essa apuração exclusiva, um alerta interno de 48 horas foi emitido a militares americanos e contratados civis com familiares ou aliados na região para evacuação imediata, diante da possibilidade de uma incursão terrestre limitada em território venezuelano.

Há três finais de semana, a Jovem Pan já havia antecipado, em primeira mão, durante a programação ao vivo, que agentes da CIA estavam atuando discretamente em território venezuelano, em operações de reconhecimento e mapeamento de alvos estratégicos. Na ocasião, também revelamos que o USS Gerald R. Ford – o maior porta-aviões do mundo e principal ativo naval norte-americano – seria deslocado para a região do Caribe, movimento que foi confirmado dias depois.

Essas confirmações reforçam o histórico de informações precisas e antecipadas divulgadas pela Jovem Pan sobre a escalada militar dos Estados Unidos em direção à Venezuela.

A operação é oficialmente descrita como uma ação contra o tráfico internacional de drogas, vem sendo conduzida em águas internacionais, com o apoio da Marinha e da Força Aérea dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, ao menos sete embarcações suspeitas foram atingidas, resultando na morte de mais de 30 pessoas.

Nesta sexta-feira (31), o periódico americano Wall Street Journal indicou ainda que há instalações militares venezuelanas sob investigação, que teriam sido usadas por redes ligadas ao Cartel de los Soles, uma organização de narcotráfico com ramificações em vários países da América Latina.

Há cerca de três semanas, a CIA teria iniciado operações clandestinas de reconhecimento em solo venezuelano, com o objetivo de mapear esses locais e preparar eventuais alvos estratégicos.

O presidente Donald Trump acusa publicamente Nicolás Maduro de ser o “líder máximo do tráfico de drogas no hemisfério ocidental” e o “chefe do Cartel de los Soles”. Segundo Trump, isso justificaria ataques a instalações militares usadas “para encobrir o tráfico internacional”.

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O governo venezuelano, por sua vez, tem usado a TV Estatal Venezolana (VTV) para classificar as movimentações dos EUA como “guerra psicológica”. Em pronunciamentos oficiais, Caracas nega qualquer envolvimento das Forças Armadas com o narcotráfico e afirma que “as bases e instalações militares da Venezuela são de caráter soberano e defensivo”.

A situação permanece extremamente tensa nas próximas horas, com movimentações de navios e aeronaves americanas em posição de ataque. Segundo a fonte ouvida pela coluna, “tudo dependerá da decisão final do presidente, mas o cenário de intervenção está pronto”.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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