Imprensa dos EUA destaca papel de Flávio Bolsonaro nas articulações

Nos círculos conservadores americanos, a narrativa predominante é a de que o Brasil se tornou peça-chave da rota global do narcotráfico e que facções brasileiras

  • Por Eliseu Caetano
  • 28/05/2026 19h46 - Atualizado em 28/05/2026 19h57
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ALAOR FILHO/ESTADÃO CONTEÚDO Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 07/06/2005. Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho e furado por tiro, um dia após tiroteio entre policiais e traficantes do morro do Cantagalo, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro

A ala ligada a Donald Trump e Marco Rubio tratou o avanço contra PCC e CV como parte de uma nova estratégia continental de combate ao “narco-terrorismo”, enquanto setores democratas e especialistas em América Latina alertaram para riscos diplomáticos e de soberania.

A imprensa americana destacou principalmente o papel de Flávio Bolsonaro nas articulações em Washington. A Reuters informou que o senador brasileiro se reuniu com Trump, JD Vance e Marco Rubio e pressionou diretamente pela classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.

A Associated Press ressaltou que Flávio passou a usar o tema como eixo central de sua campanha presidencial, aproximando-se publicamente de Trump e defendendo ações internacionais mais duras contra PCC e CV.

Nos círculos conservadores americanos, a narrativa predominante é a de que o Brasil se tornou peça-chave da rota global do narcotráfico e que facções brasileiras já operam como estruturas transnacionais comparáveis aos cartéis mexicanos.

parlamentares democratas e analistas de política externa demonstraram preocupação com uma possível ampliação excessiva do conceito de terrorismo. O temor é que a medida abra precedentes para sanções econômicas amplas, pressões sobre bancos brasileiros e até justificativas futuras para ações unilaterais americanas na região.

A repercussão também ganhou tom eleitoral. Veículos americanos e brasileiros que acompanham Washington apontaram que o tema passou a integrar diretamente a disputa presidencial brasileira de 2026, fortalecendo o discurso de segurança pública da direita alinhada ao trumpismo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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