Retorno presencial às escolas é positivo para todos e essencial para a psique dos alunos

Devemos seguir os protocolos de isolamento e de diagnóstico corretos a fim de manter a tranquilidade entre todos; os jovens são os primeiros a respeitar as regras

  • Por Sergio Cimerman
  • 15/10/2021 07h00
André Luis Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 14/10/2021Novas exigências para retorno presencial às escolas demandam placas de sinalização, uso de máscara e mudanças na estrutura das salas de aulas

Boas notícias nos trazem vários órgãos de imprensa acerca do processo de vacinação contra a Covid-19 em nosso país. Superamos 100 milhões de imunizados completos, chegando perto da casa de 50%, passando países como Estados Unidos e Alemanha. Este trabalho se deve aos médicos, à imprensa e à boa parte da população que percebeu a real necessidade de se vacinar. O povo, atento aos fatos, observou que as internações desabaram e as mortes também, ficando acometidos justamente os não vacinados. Perdemos mais de 600 mil vidas para esta que é a maior pandemia da história. Se voltarmos para janeiro deste ano, a situação ainda era crítica e engatinhávamos. Agora, o cenário melhorou, e revela um prazer em fazer um trabalho sério e dedicado ao nosso povo. Isso, porém, mostra que não podemos parar por aí. Devemos insistir que as pessoas voltem a tomar a segunda dose da vacina e mostrar aos idosos a verdade da terceira dose como fator protetor fundamental. Os profissionais da saúde já iniciaram o processo de receber a terceira dose com excelente adesão, o que mantém a linha de frente com mais anticorpos. Quando vejo o Brasil entre os dez maiores países vacinadores, tenho a certeza de que estamos no caminho certo – apesar de existirem ainda os defensores do tratamento precoce, que está evidenciado, até este momento, não trazer benefício algum ao indivíduo. E sobre isso, o que sabemos é que ele traz efeitos adversos indesejáveis ao organismo. A vacinação será a única atitude correta até que evidências científicas apontem drogas que possam ser incorporadas a um tratamento.

Precisamos discutir já a imunização para 2022. Como será? Quais vacinas comprar? Qual periodicidade? São dúvidas mundiais, mas nosso Programa Nacional de Imunização já começa a pensar em como definir e responder mais agilmente para que não fiquemos reféns, como ocorreu no início que demoramos muito quando comparados a outros países. Pensar em vacina é fundamental aos nossos governantes: melhora a economia, gera empregos, eleva o consumo. E por que não falar em prazeres?! Somos seres sociáveis e precisamos disso para viver. Ficar isolado traz amargura, solidão e depressão. A volta da rotina das pessoas tem se mostrado como fator positivo. Temos de voltar, porém o uso de máscaras ainda é fundamental nesta rota de transmissão do vírus. A máscara utilizada de modo correto e a higienização das mãos, aliada a vacinação, só manterá os benefícios a todos nós.

Com todo esse aprendizado, o retorno presencial às escolas deve ser encarado como positivo pelos gestores, pais e professores. Casos positivos de Covid-19 podem ocorrer, mas devemos seguir protocolos de isolamento e de diagnóstico corretos a fim de manter a tranquilidade entre todos. Vamos vivenciar o dia a dia. Para a mente e psique dos alunos, será fantástico. Devemos apenas orientar sempre. E eles são os primeiros a respeitar as regras. Que o Brasil continue assim. Creio que encontramos a maneira correta de agir. Não podemos regredir. No dia 18 de outubro, é celebrado o Dia do Médico, e o melhor presente para nós é ter toda a população vacinada. Que prevaleça sempre a vida, e não a morte.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.