Djalma Santos, um dos maiores laterais direitos do planeta, foi bicampeão mundial
Em 1958, na Suécia, o jogador fez história, apesar de ter entrado em campo apenas na finalíssima
Djalma Santos (1929-2013) foi um predestinado. Em 1958, na Suécia, a seleção brasileira estava classificada para a final e iria enfrentar os donos da casa. De Sordi, lateral direito titular da equipe comandada por Vicente Feola, estava sentindo dores e avisou a comissão técnica. Imediatamente, o reserva foi acionado e teve um desempenho exemplar. Já em 1962, no Chile, foi dono absoluto da camisa dois.
Djalma é considerado um dos melhores laterais direitos do mundo pela FIFA. O bicampeão nasceu em Uberaba, Minas Gerais. Em 1958, apesar de reserva, já era veterano. Ele disputou as Copas de 54, 58, 62 e 66, e teve destaque na Portuguesa e na imortal “academia” do Palmeiras. Entrou em campo em quase 500 jogos com a camisa alviverde.
Uma das armas de Djalma era cobrar o lateral com muita força para dentro da área: parecia um escanteio. Inúmeras publicações o consideram o melhor lateral direito do mundo. O “lord”, como era conhecido, encerrou a carreira no Atlético-PR e tornou-se treinador.
Um dos momentos mais marcantes da carreira de Djalma Santos se deu em 23 de outubro de 1963. A seleção da Inglaterra enfrentou uma equipe formada por craques do planeta, em comemoração dos cem anos de publicação das regras do futebol. Entre as estrelas convidadas para participar daquele duelo histórico, o lateral era o único brasileiro.
Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma entrevista que Djalma concedeu a Vander Luiz, em 2007. Espero que goste de conhecer um pouco mais a história deste craque.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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