Mauro Ramos de Oliveira, capitão na Copa de 1962, exaltava o futebol ofensivo
Mauro Ramos de Oliveira (1930-2002) foi um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro e mundial. Na Copa de 1958, na Suécia, ficou na reserva de Hideraldo Luis Bellini, mas quatro anos depois, no Chile, assumiu a titularidade absoluta, apesar das críticas e de contestações da imprensa e da torcida. Coube a ele erguer a Jules Rimet no bicampeonato.
Jogador clássico, nasceu em Poços de Caldas, Minas Gerais. É um dos maiores nomes da história do São Paulo e do Santos. Tinha o apelido de “Marta Rocha”, referência à lendária Miss Brasil, em razão do estilo técnico dentro de campo e por se vestir bem fora dos gramados.
Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma entrevista que ele concedeu a Wanderley Nogueira, às vésperas da Copa de 1978, na Argentina. Já aposentado dos gramados, o capitão relembrou o título em 1962. Para ele, os jogos contra a Espanha e Inglaterra, na campanha vitoriosa, foram os mais difíceis. Mauro recordou que a ausência de Pelé, contundido na segunda partida, deixou a seleção preocupada. Entretanto, Amarildo, substituto do Rei, deu conta do recado.
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Assim como em 1958, o chefe da delegação brasileira era Paulo Machado de Carvalho, dirigente esportivo e proprietário da Rádio Panamericana, hoje Jovem Pan. A entrevista está no link abaixo.
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