JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Três em Um | 16h00 - 18h00
Thiago Uberreich

Na Copa de 66, a Hungria acabou com uma invencibilidade de 13 jogos do Brasil

No duelo da primeira fase, a equipe europeia venceu por 3 a 1

Thiago Uberreich

Jogadores das seleções do Brasil e Hungria saúdam a torcida no Goodison Park, em Liverpool, na Inglaterra, antes do início da partida válida pela Copa do Mundo da Inglaterra de 1966.
Copa do Mundo de 1966 ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Na coluna de ontem, destaquei o único título da Inglaterra na história das Copas: foi em 1966, dentro de casa. Hoje, falo sobre a participação brasileira naquela competição. A equipe tinha conquistado o bicampeonato, em 1958 e 1962, e era considerada favorita. A última derrota em mundiais tinha sido para a Hungria, em 1954, na Suíça, por 4 a 2, em partida válida pelas quartas de final. 

Em 1966, a equipe comandada por Vicente Feola estreou com vitória por 2 a 0 diante da Bulgária, gols de Pelé e Garrincha. Juntos, eles jamais perderam uma partida. Foi o último jogo oficial da dupla com a camisa amarela. Entretanto, o Brasil sofreu uma derrota no jogo seguinte, justamente para os húngaros: 

BRASIL 1 × 3 HUNGRIA – Liverpool – 15.07.66

Brasil: Gylmar; Djalma Santos, Bellini, Altair e Paulo Henrique; Gérson e Lima; Garrincha, Jairzinho, Alcindo e Tostão.
Hungria: Kaposzta, Mátrai, Mészöly, Sipos, Bene, Florian Albert, Janos Farkas, Gyuza Rakosi, Imre Mathesz, Gusztáv Szepesi e Jozsef Gelei.
Árbitro: Ken Dagnall (Inglaterra).
Gols: Bene (2) e Tostão (14) no primeiro tempo. Farkas (19) e Mészöly (28) na etapa final

Pelé, com problemas físicos, não entrou em campo e foi substituído por Tostão. Os magiares não eram mais o supertime da Copa de 1954, mas a equipe de 1966 tinha bons jogadores, como Bene e Farkas. A partida em Liverpool marcou o fim de uma invencibilidade de 13 jogos da seleção em Mundiais. 

Bene marcou aos 2 minutos e Tostão empatou aos 14. No segundo tempo, os húngaros comprovaram a superioridade e marcaram com Farkas, aos 19, e Meszoely, aos 28. O goleiro Gylmar dos Santos Neves se contundiu e teve de jogar no sacrifício com uma faixa na perna, pois não eram permitidas substituições. 

Ouça agora a partida diante dos húngaros na transmissão da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. A narração é de Jorge Cury.

[jp-related-posts ids=”2089701,2089107″]