O Morumbi, inaugurado há 65 anos, é um marco arquitetônico de São Paulo

O Estádio ‘desbancou’ o Pacaembu e tinha capacidade para 150 mil torcedores

  • Por Thiago Uberreich
  • 02/10/2025 09h00
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ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO Década de 60. Construção do Estádio Cícero Pompeu de Toledo (estádio do Morumbi), no bairro Morumbi, zona sul da capital paulista Construção do estádio do Morumbi na zona sul da capital paulista

No dia 2 de outubro de 1960, o sonho da diretoria do São Paulo Futebol Clube de ter um estádio próprio virou realidade. Autoridades, esportistas e torcedores compareceram em peso naquele domingo para assistir ao duelo entre o time da casa e o Sporting, de Portugal. O Tricolor venceu por 1 a 0, gol de Peixinho. Na época, o estádio ainda não tinha os três “anéis” completos e a obra só foi concluída totalmente dez anos depois. A construção começou em 1953, em uma região que ainda era “distante” do crescimento desordenado da maior cidade do Brasil. O Canindé, na Marginal do Tietê, antiga sede do clube, foi vendido para a Portuguesa em 1956 e o dinheiro foi praticamente todo revertido ao trabalho de erguer o Morumbi

Foi um período em que o São Paulo Futebol Clube deixou o time em segundo plano. O tricolor amargou uma fila sem títulos: de 1957 a 1970. O site oficial da agremiação destaca: “O Estádio Cícero Pompeu de Toledo se encontra hoje em um bairro nobre da capital paulista, mas nem sempre foi assim. A região foi desenvolvida pelo próprio estádio que, enquanto era construído, encontrava-se em meio ao nada. O terreno sobre o qual se ergue o gigante Morumbi foi, até meados dos anos 50, uma área alagadiça e de mata fechada, do ‘outro lado’ do rio Pinheiros e fora do núcleo urbano paulistano — em suma, longe de tudo e de todos”. A população da cidade encarava a obra com desconfiança por ser feita “no meio do nada”.

Inicialmente, havia uma previsão de que o estádio pudesse ser construído na região do Ibirapuera, mas a ideia não foi para frente. O projeto foi idealizado pelo arquiteto Vilanova Artigas, um dos grandes nomes da área no Brasil. O Morumbi, originalmente, tinha capacidade para 150 mil torcedores, mas, com o passar dos anos, foi adaptado para cerca de 70 mil, por questões de segurança. Por anos, reinou como o maior estádio particular do mundo, mas ainda é o principal do país no setor privado. 

O gol do jogador Peixinho, o primeiro do Morumbi, foi descrito pela Gazeta Esportiva Ilustrada: “(…) Partindo a ação no flanco esquerdo, com Canhoteiro e Gino. Deste a bola rolou para Fernando Sátyro, isolado nas proximidades da área. O médio preferiu não cerrar, largando passe largo para a direita onde se achava deslocado Jonas, que executou um centro a meia altura. A bola foi encontrar Peixinho na pequena área, envolvido por vários adversários. Enquanto estes ficavam na expectativa, o “filho de Peixe” testou baixo para as redes de Anibal. (…).”

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Em tamanho, o Morumbi desbancou o Pacaembu, inaugurado em 1940, e que leva, por coincidência, o nome de Paulo Machado de Carvalho, dirigente do São Paulo que se empenhou justamente pela construção do estádio tricolor.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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