Vera: Interferência de Bolsonaro em órgãos de controle contradiz com seu discurso de campanha

  • Por Jovem Pan
  • 19/08/2019 08h15
Marcos Corrêa/PREssa situação é muito contraditória com o seu discurso de campanha de Bolsonaro, que era de combater a corrupção.

A intervenção direta que o presidente Jair Bolsonaro tem realizado em órgãos de controle como Polícia Federal, Coaf e Receita Federal tem causado alvoroço nos corredores destas instituições.

O clima é de desconfiança e revolta. Há informações de que existem várias conversas em grupos de auditores e delegados no sentido de que essas instituições estariam sob ataque político. E isso se dá na figura do presidente Bolsonaro.

Um exemplo disso, o delegado da Receita no Porto de Itaguaí (RJ), José Alex Nóbrega de Oliveira, enviou uma mensagem a colegas do órgão relando interferência política de “forças externas que não coadunam com os objetivos de fiscalização” da Receita Federal. Na carta, o delegado afirma que o superintendente da Receita no Rio de Janeiro o informou, há três semanas, sobre uma “indicação política” para assumir a Alfândega de Itaguaí.

Os auditores fiscais que ocupam as mais altas posições de chefia da Receita Federal ameaçam entregar os cargos caso sejam efetivadas indicações políticas na superintendência do Rio de Janeiro e em outros postos chaves do órgão.

Essa situação é muito contraditória com o discurso de campanha de Bolsonaro, que era o de combater a corrupção.

O desmonte do aparato formado pelo conjunto da Polícia Federal, Coaf e Receita Federal acaba fortalecendo o crime organizado e o crime do colarinho branco.