PF monitora aproximação de EUA da Venezuela em união com polícias latino-americanas, diz diretor-geral

Andrei Rodrigues destaca que trabalho em conjunto existe com frequência para avaliação de cenários locais

  • Por Victoria Abel
  • 20/10/2025 21h30 - Atualizado em 20/10/2025 22h36
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Reprodução Jornal da Manhã Entrevista do diretor geral da PF, Andrei Rodrigues Entrevista do diretor geral da PF, Andrei Rodrigues

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou à Jovem Pan que a instituição acompanha a aproximação de forças do governo dos Estados Unidos da Venezuela, mas que, por enquanto, não há motivos para preocupação. Ele destacou que a PF divide informações com as demais polícias da América Latina, monitorando essa e outras situações do cenário local que possam significar a escalada de uma crise.

“Questões soberanas de outros países não nos cabe aqui fazer qualquer tipo de comentário. O que nós temos sempre presente é eventual reflexo que isso possa trazer para a segurança do Brasil e, até o momento, nós não temos. Nada que nos ascenda nenhum alerta em relação à Segurança Pública propriamente. Então, a gente segue interagindo com as polícias da América Latina como um todo, na sede da Ameripol, onde nós, permanentemente, trocamos informações e acompanhamos todas as situações”, disse.

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Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter autorizado operações da CIA, a agência de inteligência americana, na Venezuela. Ele também afirmou que estuda realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas venezuelanos.

Nesta segunda, Lula afirmou que manter a América Latina e o Caribe como zona de paz é prioridade do Brasil, e que “intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar” no continente. Durante o discurso, o petista não citou a tensão entre Venezuela e Estados Unidos, mas ponderou que a região vive um momento de crescente “polarização e instabilidade”.

Andrei Rodrigues, porém, nega que exista qualquer intenção do Brasil interferir em um possível conflito.
“Eu não posso entrar no campo especulativo, eu invadiria a questão soberana de relação entre outras duas nações que têm lá suas idiossincrasias. Então, repito, nós seguimos com o nosso papel de segurança pública, de integração, de cooperação com os outros países”, afirmou.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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