Bolsonaro não apresentou sinais de danos neurológicos após queda, diz equipe médica
A equipe médica que atendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (6) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, informou que o ex-chefe do Executivo estava “consciente e orientado” durante o exame e não apresentou sinais de danos neurológicos após bater cabeça em móvel ao cair de sua cama. Em relatório, os médicos disseram que foi identificado “lesão superficial cortante” no rosto e no dedão do pé esquerdo “com presença de sangue”.
Ainda sobre o exame, a equipe que atendeu Bolsonaro comunicou que o ex-presidente teve “traumatismo craniano leve e contusão nos braços e pés”. O ex-chefe do Executivo também apresentou “pupilas isocóricas e reativas, motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas, hemodinamicamente estável com leve desequilíbrio na posição ortostática”.
Segundo os médicos, o ex-chefe do Executivo relatou ter tido tontura ao longo da segunda-feira (5) e “soluços intensos” no período da noite. Bolsonaro também disse à equipe que caiu da cama enquanto dormia.
Além disso, os médicos destacaram que Bolsonaro é “paciente no pós-operatório”. O ex-presidente passou, no Natal, por uma cirurgia para corrigir as alças intestinais que, devido a uma fraqueza da parede abdominal, causavam desconforto e riscos de obstrução.
Durante a internação, Bolsonaro também foi submetido a intervenções no nervo frênico para atenuar os soluços. No relatório médico desta terça, foi descrito que o ex-chefe do Executivo fez uso dos medicamentos Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina de “ação no sistema nervoso central”, de anticoagulantes e do aparelho CPAP, que mantém a garganta aberta e indicado para tratar apneia do sono.
Bolsonaro foi detido em 22 de novembro de 2025 por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, a Primeira Turma da Corte condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes, dentre eles, golpe de Estado.
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