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Política

Bolsonaro volta à cela na PF após passar por exames em hospital

Ex-presidente foi encaminhado após cair e bater a cabeça; segundo o médico Brasil Caiado, que atende o capitão, os procedimentos realizados são de praxe em qualquer tipo de traumatismo craniano

Fernando Keller

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, deixa a sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, para ir para casa devido às medidas restritivas impostas pelo Supremo Tribunal Federal
Bolsonaro coloca tornozeleira eletrônica por ordem do Supremo Tribunal Federal Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro retornou a sua cela na sede da Polícia Federal nesta quarta-feira (7). O capitão estava no hospital DF Star, em Brasília. Ele realizou exames de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletrocefalograma. A passagem pelo hospital foi um pedido da defesa de Bolsonaro, após ele cair em sua cela e bater a cabeça, entre a noite de segunda-feira (5) e a madrugada de terça-feira (6). Sua esposa, Michelle Bolsonaro, confirmou o retorno a sede da PF na rede social Instagram: “Jair realizou os exames médicos e foi liberado. Encontra-se a caminho da Polícia Federal.” Ela também afirmou que foi impedida de acompanhar o marido no retorno ao quarto.

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Segundo o médico Brasil Caiado, que atende Bolsonaro, os exames são de praxe em qualquer tipo de traumatismo craniano, independente do grau. O médico disse ainda que foram identificadas lesões nas partes moles da “região temporal direita e região frontal direita, caracterizando traumatismo craniano leve e intracraniano, não há lesão.” Segundo ele também, o encefalograma teve resultados normais.

Inicialmente, a Polícia Federal atendeu o ex-presidente e declarou que não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, motivo do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não autorizar a ida ao hospital. Posteriormente, na manhã desta quarta-feira, o ministro autorizou o deslocamento. A medida atende a um requerimento da defesa, que apresentou um relatório médico particular indicando um quadro compatível com “traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda e crise convulsiva a esclarecer”.

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