Marcelo Calmo, ex-prefeito de Lajeado, é preso por crimes ligados às enchentes de 2024
O ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo foi preso, nesta quinta-feira (26), pela Polícia Federal (PF), durante a segunda fase da Operação Lamaçal. A investigação apura o possível desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à prefeitura gaúcha após as enchentes ocorridas em maio de 2024.
Ao todo, duas pessoas foram presas temporariamente. Ele esteve à frente do município de 2017 a 2024.
A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro do ano passado. Segundo a PF, a análise parcial do material apreendido confirmou a hipótese de direcionamento de licitações. As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico contratadas para prestar serviços de assistência social.
De acordo com a apuração, há indícios de que as contratações não seguiram a proposta mais vantajosa para a administração pública e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.
Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além de dois mandados de prisão temporária. Também houve sequestro de veículos e bloqueio de ativos.
As ações ocorreram nos municípios de Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Os investigados poderão responder por crimes como desvio ou aplicação indevida de verba pública, contratação direta ilegal, fraude em licitação ou contrato, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros.
Em contato com a Jovem Pan, o advogado de Marcelo Caumo, Jair Alves Pereira, afirmou que ainda não conhece as razões da prisão. Assim que uma nota for emitida, essa reportagem será atualizada.
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Bruno Pinheiro
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