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Política

Mauro Mendes e Zé Medeiros são eleitos senadores por Mato Grosso

Eles obtiveram 33,21% e 27,35% dos votos válidos, respectivamente

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Mauro Mendes e Zé Medeiros
Mauro Mendes e Zé Medeiros Divulgação

Mauro Mendes (União Brasil) e Zé Medeiros (PL) foram eleitos senadores por Mato Grosso neste domingo (4). Eles obtiveram 33,21% e 27,35% dos votos válidos, respectivamente.

Mauro Mendes

Mauro Mendes Ferreira nasceu em Anápolis (GO) em 1964 e mudou-se ainda adolescente para Cuiabá. Engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, construiu a carreira no setor metalúrgico, como fundador da Bimetal, empresa de torres para telecomunicações, e sócio do Grupo Bipar. Antes de entrar na política eleitoral, presidiu a Federação das Indústrias de Mato Grosso e o Sistema Sesi/Senai entre 2007 e 2010 e foi vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Disputou a prefeitura de Cuiabá em 2008 e o governo do estado em 2010, sem se eleger.

A primeira vitória veio em 2012, quando conquistou a Prefeitura de Cuiabá no segundo turno, com 169.688 votos, e administrou a capital de 2013 a 2016. Em 2018 elegeu-se governador de Mato Grosso no primeiro turno e, em 2022, foi reeleito com 1.114.549 votos (68,45% dos válidos). Permaneceu no Palácio Paiaguás até março de 2026, quando deixou o cargo para concorrer ao Senado pelo União Brasil. A renúncia levou o vice Otaviano Pivetta a assumir o governo.

Neste 4 de outubro, Mendes foi eleito senador para o primeiro mandato no Congresso. Seus suplentes são Cidinho Santos (PP) e Elson Ramos (Podemos). O mandato vai de 2027 a 2035. A trajetória até aqui se concentrou no Executivo municipal e estadual e na representação empresarial, sem passagem anterior pelo Legislativo federal.

Zé Medeiros

José Antonio dos Santos Medeiros, o Zé Medeiros, nasceu em Caicó (RN) em 19 de março de 1970 e fez a carreira política em Mato Grosso. Formado em Matemática pela UFMT e em Direito pelo Centro de Ensino Superior de Rondonópolis, foi professor e policial rodoviário federal. Entre 2002 e 2005, secretariou o Trânsito de Rondonópolis, cidade que se tornou sua base e onde presidiu o diretório do antigo PPS. A primeira disputa eleitoral foi em 2006, para deputado federal, sem sucesso.

Em 2010, elegeu-se primeiro suplente de Pedro Taques ao Senado e assumiu a cadeira em 2015, quando Taques deixou o cargo para governar o estado. Exerceu o mandato até 2019 e, nesse período, chegou a ser vice-líder do governo Michel Temer. Em 2018 foi eleito deputado federal pelo Podemos e, já no PL, reeleito em 2022. Na Câmara, foi vice-líder do governo Bolsonaro até janeiro de 2023 e, depois, vice-líder da oposição e da minoria, com atuação concentrada em segurança pública, infraestrutura e fronteiras.

Eleito senador neste 4 de outubro pelo PL, Medeiros retorna ao Senado agora como titular, ao lado de Mauro Mendes. Os suplentes da chapa são Odilio Balbinotti e Xuxu Dal Molin, ambos do PL. O mandato também vai de 2027 a 2035.

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