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Política

Minuta de golpe entregue a Bolsonaro envolvia prisão de Moraes, Gilmar e Pacheco

Relatório da Polícia Federal aponta que o documento também determinava a realização de novas eleições; presidente do TSE foi monitorado pelos investigados

Karoline Cavalcante

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) revelou que o ex-presidente, Jair Bolsonaro recebeu uma minuta de decreto para executar um golpe de Estado, envolvendo a prisão de autoridades, a primeira versão do documento incluía os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — por fim, determinava a realização de novas eleições. Segundo a investigação, a minuta detalhava supostas interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo e foi entregue pelos assessores Filipe Martins e Amauri Feres Saad. 

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Bolsonaro solicitou alterações e prosseguiu com a determinação da prisão de Moraes para justificar às novas eleições, em seguida convocou uma reunião com os comandantes das Forças Militares para apresentar o documento e pressioná-los a aderir às tentativas golpistas. A análise de dados da PF confirmou que o ministro foi monitorado pelo núcleo de inteligência ligado ao ex-presidente. “A equipe de investigação comparou os voos realizados pelo Ministro no período de 14/12/2022 até 31/12/2022, com os dados de acompanhamento realizados pelos investigados. A análise dos dados confirmou que o Ministro Alexandre de Moraes foi monitorado pelos investigados, demonstrando que os atos relacionados a tentativa de Golpe de Estado e Abolição do Estado Democrático de Direito, estavam em execução”, afirmou a PF.

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