Polícia Federal abre inquérito para investigar laudo falso divulgado por Marçal contra Boulos
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o laudo médico falso publicado pelo influencer Pablo Marçal (PRTB) para tentar associar seu adversário na disputa pela prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) a um suposto uso de drogas. O caso já está em investigação com peritos analisando as inconsistências do documento divulgado nas redes sociais do ex-coach. Ele deve ser intimado para prestar depoimento.
Marçal publicou nas redes sociais na noite desta sexta (4) um documento que alega ser um laudo, com indícios de falsificação, que aponta suposto uso de cocaína pelo adversário do PSOL. O documento é datado de 19 de janeiro de 2021. Em resposta, o candidato do PSOL rechaçou a veracidade do documento, divulgou imagens de redes sociais da data apontada no receituário e afirmou que pedirá a prisão de Marçal e do dono da clínica que aparece na imagem.
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Boulos foi à Justiça neste sábado (5), para pedir liminarmente a suspensão das redes sociais do adversário depois da publicação do suposto laudo. Os advogados do deputado federal pedem suspensão das redes sociais de Marçal – que já são provisórias depois de ação apontar para suposta monetização das contas oficiais -, além de envio dos autos para o Ministério Público Eleitoral (MPE) apurar falsificação de documento e multa de R$ 30 mil ao final da ação.
O juiz da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, Rodrigo Marzola Colombini, viu “plausibilidade” na acusação de Boulos sobre falsificação e determinou a exclusão das postagens que mencionem o laudo. No entanto, não suspendeu as redes sociais de Marçal e de outros dos perfis desconhecidos que também publicaram o documento.
Dono da clínica nunca trabalhou no Einstein
O Hospital Israelita Albert Einstein afirma que LTDSJ, dono da clínica Mais Consulta, que consta em laudo falso divulgado pelo candidato Pablo Marçal (PRTB) para afirmar que o também candidato Guilherme Boulos (PSOL) passou pelo local em 19 de janeiro de 2021 em meio a um surto por uso de cocaína, nunca atuou nas unidades hospitalares da rede ou em qualquer outra atividade administrada pelo Einstein. A informação foi confirmada na manhã deste sábado (5), em razão de LTDSJ aparecer em imagem ao lado Marçal usando um jaleco com o nome do hospital.
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*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Carol Santos
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