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Política

Presidente pode gastar dinheiro que não está no Orçamento?

Execução de despesas federais precisa seguir autorização orçamentária; créditos adicionais também obedecem regras legais

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As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado

O presidente não tem liberdade para gastar recursos públicos fora das regras orçamentárias apenas por decisão política.

A Constituição e a legislação fiscal exigem que as despesas da União tenham base no Orçamento ou em mecanismos legais de alteração durante o exercício.

Quando surge uma necessidade não prevista ou insuficientemente financiada, o governo pode recorrer a créditos adicionais, mas cada modalidade possui requisitos e formas próprias de autorização.

Créditos extraordinários são reservados a despesas urgentes e imprevisíveis, como situações de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Outros créditos dependem de autorização legislativa.

A regra será central em 2027 porque tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) apresentam promessas que exigem recursos públicos, de programas sociais e segurança a investimentos e desonerações.

A eleição define prioridades, mas a execução financeira precisa caber no Orçamento e nas normas fiscais aprovadas pelo Estado.

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