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Política

Venezuela restringe água para asilados sob tutela do Brasil na embaixada da Argentina

Regime também dificultou a entrega de medicamentos a um dos asilados, que só foram recebidos após negociações

Redação

Nicolás Maduro
VENEZUELA-INAUGURATION-MADURO Juan BARRETO / AFP

A Venezuela restringiu o acesso à água potável para cinco opositores que se encontram asilados na embaixada da Argentina em Caracas, sob a proteção do Brasil. Interlocutores diplomáticos confirmaram que o fornecimento de água, que era feito por caminhões-pipa, foi drasticamente reduzido, e os asilados estão sem água desde o último abastecimento, que ocorreu há dez dias. Atualmente, o tanque de água está vazio e eles dispõem apenas de algumas garrafas. O governo brasileiro está atento aos movimentos das forças de segurança do regime nas proximidades da embaixada.

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Os opositores relatam que propriedades ao redor foram desocupadas, sugerindo um uso militar da área. “Eles tomaram à força as propriedades para instalar ali seus comandos militares; os asilados hoje são reféns em território argentino sob a proteção do Brasil”, disse María Corina Machado nesta quinta-feira (13), uma das líderes da oposição. Além disso, a energia elétrica da residência foi cortada, obrigando o uso de um gerador para suprir as necessidades. O regime também dificultou a entrega de medicamentos a um dos asilados, que só foram recebidos após negociações.

O Brasil tem solicitado a emissão de salvo-condutos para permitir que os asilados deixem o país, mas até o momento, Caracas não autorizou essa saída. Durante um encontro bilateral, o chanceler brasileiro Mauro Vieira reiterou essas solicitações. María Corina Machado pediu ao Brasil que tome medidas mais efetivas para assegurar o cumprimento das convenções internacionais, uma vez que os asilados políticos são protegidos pela Convenção de Asilo Diplomático de 1954.

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicada por Matheus Oliveira

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