Constantino comenta articulação do Centrão: ‘Sentiu cheiro de sangue e agora quer a cabeça da ala ideológica’

Declaração foi dada durante a edição desta quinta-feira, 25, do programa 3 em 1, da Jovem Pan

  • Por Jovem Pan
  • 25/03/2021 18h11 - Atualizado em 25/03/2021 20h49
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Arthur Lira criticou condução do governo durante a pandemia

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) criticou a condução da pandemia por parte do governo federal e disse que a crise da Covid-19 poderá resultar em “remédios políticos amargos”. Nesta quinta-feira, 25, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu com o parlamentar e declarou não ter nenhum problema com o líder do Centrão. Além disso, Bolsonaro afirmou que o Legislativo e o Executivo estão trabalhando lado a lado para garantir um número ainda maior de vacinas contra a Covid-19. Entretanto, a pressão de Arthur Lira se somou às críticas envolvendo o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que participou de uma audiência no Senado e ouviu pedidos de saída de pelo menos dez parlamentares. O chanceler foi questionado por seu comportamento em episódios como o da demora em reconhecer a vitória de Joe Biden, a invasão do Capitólio e os atritos com o embaixador da China.

Ao falar sobre as articulações e posicionamentos do Centrão, o comentarista Rodrigo Constantino disse, durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, que o grupo aumentou o tom contra Bolsonaro após o último pronunciamento do presidente, e que o Centrão está querendo “a cabeça” de Ernesto Araújo. “Veja a coincidência: no momento em que o presidente baixa o tom, adota uma fala mais serena sobre vacinação num pronunciamento de três minutos, e depois, no dia seguinte, marca uma reunião com todas as lideranças dos poderes, a mídia e o Centrão sobem o tom contra o presidente e fazem até ameaças nem tão veladas assim”, afirmou o comentarista, que continuou: “Querem a cabeça do chanceler, da ala ideológica. E não é coincidência a próxima pauta também: arrumarem num gesto do assessor do presidente, que também é da ala ideológica, um pretexto para demonizar e falar que é supremacia branca. Não é coincidência, tem método. Querem a cabeça da ala ideológica do governo e também o Ministério da Saúde, que tem verbas vastas e não gostaram da indicação de um médico independente, de um quadro técnico, porque queriam alguém mais próximo do Centrão”.

O comentarista questionou ainda quais atitudes estão sendo cobradas do governo de Bolsonaro dizendo que, para atacar o presidente, estão mirando em Ernesto Araújo. “A pergunta que a gente tem que fazer séria é: o que estão exatamente cobrando do presidente que ele poderia ter feito diferente? Ai estão, como pretexto, atacando o Ernesto Araújo. Quer dizer, era possível então, por conta do Itamaraty, ter conseguido muito mais vacina, em um momento em que o mundo inteiro quer vacina e falta no mundo inteiro”, disse Constantino, citando a situação de países como Canadá e Suíça, onde estão faltando imunizantes. “O que exatamente estão cobrando de atitudes concretas diferentes do presidente ou do governo para esse alarde todo, para essa ameaça, para esse clima e até mesmo para pausarem a agenda de reformas econômicas fundamental para o país em uma hora essa? Vamos falar sério? É chantagem. Chacais e hienas sentem cheiro de fraqueza e de sangue a milhas de distância. Tão querendo mais poder, mais verba, o que o Centrão sempre quis”, finalizou o comentarista.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta quinta-feira, 25: