Constantino: Ao defender teto de gastos, Bolsonaro responde demanda de Guedes e da sociedade

Ao lado de Maia e Alcolumbre, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o teto de gastos após dois secretários do Ministério da Economia pedirem demissão

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2020 17h59 - Atualizado em 13/08/2020 18h09
Marcello Casal Jr./Agência BrasilOs presidentes da República, Jair Bolsonaro, do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da âmara dos Deputados , Rodrigo Maia, durante declaração à imprensa na área externa do Palácio da Alvorada

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmar, ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, na noite desta quarta-feira (12) que vai respeitar o teto de gastos, o comentarista Rodrigo Constantino, do 3 em 1, da Jovem Pan, avaliou que o presidente “deu uma resposta a demanda de Paulo Guedes e da sociedade brasileira”. A fala de Bolsonaro aconteceu após o pedido de demissão de dois secretários do Ministério da Economia, o que foi classificado por Guedes como “debandada”.

Para Constantino, “as demissões foram ruins e o próprio Paulo Guedes disse que era uma debandada. Ele é o selo de qualidade do governo. Ao contrários dos outros, ele é o posto Ipiranga e a maior garantia de que existe um viés liberal no governo e uma preocupação com a austeridade. Ele [Guedes] tentou fazer do limão, as demissões, uma limonada e, aparentemente, deu certo. O presidente e os presidentes do Congresso e da Câmara se comprometeram com o teto de gastos e endossaram esse discurso. Tem que ser mais realista que o rei e acho que o recado foi ouvido”, disse.

Thaís Oyama acredita que a fala do presidente na noite desta quarta se deu “mais pelas declarações de Paulo Guedes do que pela saída dos secretários”. “Ele fez reunião, tirou foto, deu entrevista reiterando apoio ao teto de gastos. A manobra de Paulo Guedes funcionou, a declaração alarmista fez o mercado estressar”, disse. Para ela, “as vozes que sussurram no ouvido do presidente” tendem a ser ouvidas com a proximidade das eleições. “Já há enorme pressão por recursos, todo mundo agora só pensa em eleição”. Na avaliação de Josias de Souza, a aparição de Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre para defesa do teto de gastos foi “encenação”. “O presidente diz que quer responsabilidade fiscal e reforma e o Paulo Guedes finge que acredita, Congresso e Câmara posam para a foto. Se o presidente Bolsonaro quisesse ser levado a sério ele enviaria a reforma administrativa ao Congresso. Estamos diante de uma grande encenação”, disse.

Assista à íntegra do 3 em 1: