Constantino diz que Bolsonaro atua em ‘defesa das liberdades’: ‘Estamos vivendo tempos perigosos’

Declaração foi dada pelo comentarista durante sua participação na edição do programa 3 em 1 desta segunda-feira, 22

  • Por Jovem Pan
  • 22/03/2021 18h12 - Atualizado em 22/03/2021 19h52
LEO BAHIA/ESTADÃO CONTEÚDOPresidente discursou a apoiadores no último domingo, 21

Em discurso durante seu aniversário de 66 anos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agradeceu aos seus eleitores, falou contra medidas de isolamento para conter a Covid-19 e disse que “só Deus” poderia tirá-lo do cargo. As declarações foram feitas ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a apoiadores em Brasília no domingo, 21. ““Minha força vem de Deus e de vocês. Se alguém acha que abriremos mão de nossa liberdade, está enganado. Alguns tiranos tolhem a liberdade de vocês, mas podem contar com as Forças Armadas para proteger e democracia e a liberdade. Estão esticando a corda. Faço qualquer coisa pelo meu povo e esse qualquer coisa é o que está em nossa Constituição Federal. Podem confiar na gente, vocês me deram esse voto de confiança. Enquanto eu for presidente só Deus me tira daqui, eu estarei com vocês”, disse Bolsonaro, que foi aplaudido pelos presentes.

Ao comentar sobre possíveis interpretações da declaração do presidente, o comentarista Rodrigo Constantino disse, durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, que Bolsonaro está agindo em “defesa das liberdades” da população e afirmou que o Brasil atravessa um momento difícil. “O que ele está dizendo ai é o seguinte: ‘Não tentem vir com uma espécie de golpe autoritário disfarçado e embalado em nome da ciência para fazer isso ai que estão fazendo em Estados e municípios com governadores que acreditam que são uma espécie de Napoleão tupiniquim’. A principal que eu vejo, das frases do presidente, é defesa das liberdades. E está fazendo falta lideranças saírem em defesa disso no mundo de hoje, ainda mais no Brasil”, disse Constantino. Em seguida, o comentarista criticou prefeitos e governadores, falando que passamos por uma tirania: “Nós temos prefeito que proíbe praia, que é um lugar aberto, explicando que é porque precisa sinalizar para população que eles têm que tomar mais cuidado. Reconhece que não tem problema de contágio grande, mas quer sinalizar, educar um fator simbólico e pedagógico. Isso é tirania, nós estamos vivendo tempos perigosos”.

Constantino também criticou a abordagem da polícia em casos de pessoas que estejam descumprindo as restrições impostas, dizendo que “a desobediência civil hoje em dia” é querer trabalhar. “Nosso colega Guilherme Fiuza divulgou hoje imagens chocantes de uma mulher sendo colocada para dentro pela polícia, a bicicleta dela sendo jogada. O crime hoje em dia é trabalhar. A desobediência civil do ponto de vista da direita é poder trabalhar. Da esquerda, é xingar o presidente no jornal, na Folha de S. Paulo. O que me causou algum espanto é que tudo isso que o presidente disse foi traduzido pela imprensa como primeiro: ameaça de golpe do presidente, o que eu acho realmente insano, e segundo: um dos jornais deu destaque lá ‘o presidente de extrema-direita’ e ai já começa: eu nunca vi essa mesma mídia chamar o Lula, defensor de Fidel Castro e de Maduro, de extrema-esquerda”. Por fim, o comentarista também afirmou que, enquanto aglomerações envolvendo o presidente são criticadas, eventos com presença de “tucanos e democratas” são motivo de festa. “Se o presidente for em uma padaria isso vira aglomeração, ele é quase o causador da pandemia, mais do que o vírus chinês, enquanto que se houver aglomeração do outro lado é ‘aglomerafesta’, porque quando os tucanos e os democratas se unem sem máscaras em aglomeração ai é tudo bem, é uma festa”.

Confira a íntegra da edição do 3 em 1 desta segunda-feira, 22: