Constantino: Com Renda Brasil, Bolsonaro deixa PT sem narrativa

Neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que o auxílio emergencial de forma permanente ‘arrebentaria a economia’; a criação do Renda Brasil vem sendo discutida pelo governo federal nos últimos meses

  • Por Jovem Pan
  • 03/08/2020 18h25 - Atualizado em 03/08/2020 18h26
Alan Santos/PRJair Bolsonaro

Após o presidente Jair Bolsonaro afirmar durante o final de semana que não teria como tornar o auxílio emergencial permanente porque “arrebentaria a economia”, a discussão sobre a implementação do Renda Brasil tem ganhado força dentro do governo. O programa seria uma reformulação do atual Bolsa Família. Para Rodrigo Constantino, comentarista do 3 em 1, da Jovem Pan, avalia que com o novo programa de assistencialismo, Bolsonaro “deixa o PT sem narrativa”.

Para ele, no entanto, o “melhor programa social chama-se geração de emprego”, mas a proposta pelo ponto de vista de estratégia política, segundo Constantino, “pode ser um golpe de mestre”. “Eu sonho com o dia em que o Brasil não vai precisar de assistencialismo algum”, completou. Segundo Constantino, “o que o Bolsonaro está fazendo é invadir a seara que havia sido dominada pelo PT, que é o Nordeste”. A comentarista Thaís Oyama avalia que o “Renda Brasil entusiasma o presidente” e que o programa de assistência social seria “crucial para o Brasil e também para o presidente Jair Bolsonaro – e talvez não só para as eleições de 2022”. Na avaliação de Luiz Carlos Azedo, o Renda Brasil é um “recurso social liberal para atender um problema sério na sociedade”, mas o Congresso pode querer aumentar os valores, como faz com auxílio emergencial. “Essa deve ser a queda de braço”, disse.

Neste domingo, Bolsonaro voltou a criticar os governadores diante da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, os mesmos governadores que “quebraram” a economia de seus estados, pedem que o auxílio emergencial, concedido pelo governo federal, se torne permanente. Bolsonaro alertou que, mensalmente, o benefício custa R$ 50 bilhões aos cofres da União.

Assista à íntegra do programa 3 em 1: