Constantino: Saída de Maia põe fim à ‘narrativa ridícula’ de que governo travava agenda de reformas

Comentarista do ‘3 em 1’ falou sobre aceno de Paulo Guedes aos novos presidentes da Câmara e Senado e o considerou como ‘melhor ministro da Economia que Brasil já teve’

  • Por Jovem Pan
  • 02/02/2021 18h24
ANTONIO MOLINA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 23/10/2020Maia deixou cargo nesta segunda-feira, 2

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve fazer um gesto político aos novos presidentes da Câmara e do Senado para sinalizar as prioridades do Governo Federal na agenda econômica de 2021. Com o diálogo, o ministro tem em mãos uma lista das propostas em tramitação do Congresso que, aos olhos da equipe dele, são fundamentais para a retomada econômica ainda neste ano. A expectativa é de que, com a vitória de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, o governo encontre uma base parlamentar para avançar nas votações, com muita conversa e coordenação dos movimentos. O aceno de Guedes aos novos presidentes eleitos foi tema de debate entre os comentaristas do programa “3 em 1”, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 2.

Para Constantino, é necessário reconhecer que no quadro atual do governo há ministérios técnicos e torcer para que a proximidade com o Centrão não mude isso. “Temos, entre vários ministros que merecem elogios, o melhor ministro, na minha opinião, de Economia que já tivemos na história do país. É um liberal compromissado com a agenda reformista, que não deve nada a ninguém, que não tinha filiação partidária e que tem um espírito público e está dando sua cota de sacrifício pessoal para o país”, analisou. Ele lembra que a relação de Guedes com Maia não era positiva, que o ex-presidente da Câmara chegava a alegar que o governo era responsável por travar a agenda de reformas em uma “narrativa ridícula” e considera como “ótima” a pressão que ele pretende fazer para alavancar as pautas do governo federal, mas lembra que a prática é diferente da teoria na hora de aprovar os projetos. “A gente sabe que a abocanhada que vão dar nos projetos que chegarem do Planalto vão piorar aquilo que vai sair do ministério da Economia”, afirmou, frisando que é necessário que a sociedade pressione deputados e senadores.

Marc Sousa acredita que a base do governo se reorganizou com as eleições do Senado e da Câmara e está mais empolgada para analisar reformas sem ter ninguém “atrapalhando tudo isso”. Ele analisa o que o governo deve trazer para pauta ao longo dos próximos dois anos, diz ver com preocupação a possibilidade da volta do auxílio emergencial e com urgência a necessidade de uma reforma administrativa. “É essencial para diminuir esse estado gigante que nós temos, que só toma dos outros e não constrói nada”, pontuou. O comentarista afirma que vê o ministro com “sangue na boca” para resolver pautas importantíssimas para o país, como a autonomia do banco central, a reforma tributária e a BR do Mar.

Diogo Schelp considerou que Guedes está certo em “aproveitar o momento” e disse que é importante lembrar que não há indícios de negociação das pautas entre Lira e o governo antes da votação que o elegeu como presidente. Ele pontua que o próprio Arthur Lira já sinalizou que deve avançar com a PEC emergencial, mas é necessário atenção, já que isso pode mexer no salário de algumas categorias, mas não de outras, como a dos juízes. “A questão não é se a PEC deve ser aprovada ou não, mas qual PEC o Congresso vai conseguir ou está disposto a aprovar e se ela vai atender às necessidades do Governo”, afirmou. O jornalista lembra que apesar de o país precisar das reformas urgentemente, elas não podem ser feitas de qualquer jeito.

Confira o programa “3 em 1” desta terça-feira, 2, na íntegra: