Marc Sousa comenta troca no comando das Forças Armadas: ‘Estão blindadas de qualquer aventura’

Declaração foi dada pelo comentarista durante a edição do programa 3 em 1 desta terça-feira, 30

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2021 17h58 - Atualizado em 30/03/2021 19h16
Vinicius Loures/Câmara dos DeputadosA decisão foi divulgada um dia após Fernando Azevedo ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro

Ministério da Defesa anunciou, na manhã desta terça-feira, 30, a saída dos comandantes das três Forças Armadas: Edson Pujol, do Exército, Ilques Barbosa, da Marinha, e Antônio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica. Em comunicado, a pasta diz que a decisão foi comunicada em uma reunião que contou com a presença do novo ministro da Defesa, Braga Netto, do antigo comandante da pasta, general Fernando Azevedo e Silva, e dos comandantes das Forças Armadas. A decisão foi divulgada um dia após Fernando Azevedo ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo apuração da Jovem Pan, Bolsonaro vinha exigindo um alinhamento político das Forças Armadas, com declarações de apoio ao governo e com manifestações contrárias às medidas de isolamento social, por exemplo.

Ao falar sobre a movimentação no comando das Forças Armadas, o comentarista Marc Sousa disse, durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, que não existe nenhum “rompimento democrático” por parte do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e ressaltou que os generais atuais são de uma geração que faz críticas ao regime militar. “É importante dizer: As Forças Armadas estão blindadas de qualquer aventura. Boa parte dos generais, almirantes e brigadeiros que estão na ativa, em posição de comando, são da geração pós-64 e fazem, inclusive, autocríticas institucionais sobre o período militar. Eu não creio que possamos ter algum rompimento democrático com a troca de qualquer comandante neste momento. Repito: não há entre as Forças Armadas qualquer rompimento democrático anunciado neste momento”, disse Marc, que continuou: “Eu conversei com alguns generais nesta terça-feira e eles dizem, inclusive, que, se houvesse algo nesse sentido, até baixa eles pediriam. Quem está no comando das Forças Armadas, no comando de tropas, não tem isso como alternativa. Pelo contrário, querem ficar longe da política”.

O comentarista Jorge Serrão também comentou sobre a movimentação, concordando com Marc e dizendo que as Forças Armadas já se posicionaram como “instituições de Estado, e não instituições de governo”. “Não há nenhuma possibilidade de golpe militar no Brasil. Ponto. Isso é ponto pacífico, os generais não querem ouvir falar desta questão. Não tem essa de militares apoiarem politicamente o presidente Bolsonaro. As Forças Armadas claramente já se posicionaram e se definiram como instituições de Estado, e não instituições de governo”, disse Serrão. Em seguida, o comentarista falou sobre o pedido do líder do PSL, Major Vitor Hugo, de apreciação de um Projeto de Lei que permitiria que Bolsonaro decretasse “mobilização nacional” na pandemia. “Esse decreto só iria permitir ao presidente utilizar as Forças Armadas em ações da Covid e numa grande preocupação que os militares tem hoje, talvez a maior preocupação deles: o perigo de estouro de pequenas convulsões sociais que começam a estourar pelo Brasil”, concluiu Serrão.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta terça-feira, 30: