‘Relatório da CPI circense é a cara de seu relator’, diz Constantino sobre Renan Calheiros

Comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan, falaram sobre o documento lido nesta quarta-feira, 20, que pede o indiciamento de Jair Bolsonaro por nove crimes

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2021 17h56
Pedro França/Agência SenadoRelatório final da CPI a Covid-19 foi lido nesta quarta-feira, 20

Nesta quarta-feira, 20, na penúltima sessão da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) fez a leitura do relatório final da comissão, elencou as razões pelas quais pediu o indiciamento de 66 pessoas e duas empresas – a Precisa Medicamentos e a VTCLog – e apresentou um resumo dos quase seis meses de trabalho da comissão, instalada para apurar as ações e omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia de coronavírus. O emedebista desistiu de pedir o indiciamento do chefe do Executivo federal pelos crimes de homicídio e genocídio contra indígenas, mas manteve outras nove tipificações. São elas: epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade; e crimes de responsabilidade. “A voz do povo é a voz de deus, como seria bom se aquela CPI estivesse fazendo algo de bom para o nosso Brasil. […] Nada produziram, a não ser o ódio e o rancor entre algum de nós”, afirmou Bolsonaro durante evento no Ceará.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, o comentarista Rodrigo Constantino falou sobre a leitura do relatório final da CPI, dizendo que não há como dissociar o conteúdo do documento da figura de Renan Calheiros. “Não dá para separar (o Renan Calheiros do conteúdo relatório). Essa peça ficção bizarra que é esse relatório dessa CPI circense é a cara de seu relator Renan Calheiros”, afirmou o comentarista. Em seguida, ele falou sobre ter sido citado no relatório, dizendo que se tivesse sido indiciado, iria emoldurar o relatório ao lado de seus diplomas. “Se eu tivesse sido indiciado por essa turma, por esses vagabundos picaretas, eu emoldurava o negócio e colocava ao lado dos meus diplomas, até com mais destaques, por que isso é mérito. Demérito é ser alguém como Randolfe Rodrigues, bajulador do Nicolás Maduro, como Renan Calheiros, que tem mais ficha corrida do que qualquer um que a gente possa lembrar de cabeça, ou de Omar Aziz, cuja a família é acusada de desviar R$ 300 milhões da saúde no Amazonas”, concluiu Constantino. 

Confira o programa desta quarta-feira, 20: