‘Renan Calheiros convenceu zero pessoas de que é imparcial’, diz Constantino

Declaração foi dada pelo comentarista durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, 23; favorito para a relatoria da CPI da Covid-19 declarou-se parcial para analisar temas sobre Alagoas

  • Por Jovem Pan
  • 23/04/2021 19h10 - Atualizado em 23/04/2021 19h26
Pedro França/Agência Senado'Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei', publicou Renan Calheiros no Twitter

Apontado como o favorito para ocupar a relatoria da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB) alegou nesta sexta-feira, 23, que se declarará parcial para analisar qualquer caso relativo ao estado do Alagoas, já que é pai do governador do estado, Renan Filho (MDB). “Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei. Não há sequer indícios quanto ao Estado, mas a minha suspeição antecipada é decisão de foro íntimo”, disse o parlamentar através de uma publicação em sua conta oficial no Twitter.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, ainda nesta sexta, o comentarista Rodrigo Constantino analisou o posicionamento de Renan Calheiros, afirmando que o deputado convenceu “zero pessoas” sobre sua imparcialidade. “Ele convenceu zero pessoas de que é imparcial ao dizer que, se as investigações chegarem no filho dele, vai se considerar suspeito. Ele deveria se declarar suspeito para analisar qualquer coisa ligada à ética e desvio de recursos públicos já que possui uma série de inquéritos engavetados no Supremo Tribunal Federal e faz campanha para que Lula volte a se sentar na cadeira da Presidência.”

Um grupo formado por sete senadores escolheu o nome de Renan para ocupar a relatoria da CPI da Covid-19. Ainda de acordo com o planejamento destes parlamentares, os senadores Omar Aziz (PSD) e Randolfe Rodrigues (Rede) serão o presidente e vice-presidente da CPI. O relator é o protagonista da comissão que apurará eventuais omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19, assim como investigará o repasse de verbas federais a estados e municípios. A primeira reunião da CPI acontece no dia 27, quando serão oficialmente eleitos o presidente e vice-presidente do colegiado. Para Rodrigo Constantino, a comissão já chegou a um acordo sobre a gestão da pandemia antes mesmo de começar os trabalhos. “Renan Calheiros, que será o cabeça da CPI, já tem sua conclusão sobre as investigações que ainda nem começaram: o presidente Bolsonaro é o culpado por tudo, o resto é narrativa”, concluiu.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta sexta-feira, 16: