Exclusivo: Alexandre Mattos afirma que títulos do Palmeiras são ‘consequências do seu legado’

Em entrevista ao programa ‘Camisa 10’, o diretor executivo de futebol também explicou a polêmica com Deyverson, evitou falar de Valdivia e não descartou retornar ao clube alviverde com uma possível eleição de Leila Pereira

  • Por Jovem Pan
  • 06/04/2021 13h00 - Atualizado em 06/04/2021 17h22
Reprodução/PalmeirasAlexandre Mattos durante partida do Palmeiras

Diretor executivo de futebol, Alexandre Mattos, atualmente sem clube, concedeu entrevista exclusiva ao programa “Camisa 10”, do Grupo Jovem Pan, na tarde desta terça-feira, 6. Questionado sobre como avaliava a sua passagem pelo Palmeiras, o dirigente não demonstrou falsa modéstia, tratou o trabalho como “excepcional” e atrelou as recentes conquistas do clube, como a Copa Libertadores da América e a Copa do Brasil, ao seu “legado”. “Eu resgatei a Sociedade Esportiva Palmeiras. Resgatamos a credibilidade, respeito do mercado, dos adversários, da torcida e dos agentes. Resgatamos a categoria de base. Esse conjunto de fatores foi a maior contratação que eu pude fazer no clube”, declarou. “Não tem como falar que eu não fiz parte da reestruturação, que hoje ganhou não só a Libertadores, mas tudo que passou pela frente. Então, são vários funcionários que participaram desse processo, além de jogadores, como Prass, Mina, Moisés e outros. O legado tem que ser tão bom ou melhor que o próprio trabalho. O nosso trabalho foi excepcional, sem dúvida”, complementou.

O Palmeiras conquistou a tríplice coroa na temporada passada tendo Patrick de Paula, Gabriel Menino, Wesley e outros jovens formados nas categorias de base do clube como protagonistas. De acordo com Alexandre Mattos, o trabalho feito por sua gestão proporcionou que os garotos tivessem mais espaço. “A base foi estruturada em excelência dentro da minha sala, com João Paulo. O Cícero trouxe três nomes, indicou o André Figueiredo. Eu disse que gostava dele, mas que precisava de um cara mais agressivo, como o João Paulo. Falei para ele fazer o que ele tinha que fazer. Foi uma quebra de paradigma muito grande”, recordou o diretor. “Esses meninos ficaram treinando todo 2019 com a equipe principal. A decisão de usar a base é técnica, do treinador. Hoje, sem dúvida alguma, o mérito é da estruturação e de fazer a base como foi feita”, complementou.

Aproveitando o período fora do futebol para fazer cursos e se “reciclar”, Alexandre Mattos olha para o seu passado no Palmeiras com orgulho. Já quanto ao futuro, ele acredita que a patrocinadora e conselheira Leila Pereira é a melhor opção para comandar o Verdão. “Ela e o marido dela são os meus amigos. Tomara que ela seja a presidente. Ela é uma baita gestora, e o futebol hoje tem muito a ver com despesas e projetos. Baseado nisso, ela jamais fará algo contra o Palmeiras”, elogiou o dirigente, que não descartou retornar ao clube. “Se ela identificar que precisa de alguém que conheça mais de futebol e que ela confia, ok. Se não precisar, tudo bem porque a equipe de trabalho é muito boa também. A Leila vai fazer as opções e jamais fará porque gosta de alguém. Se for bom para o Palmeiras, ela fará. Ela é empresária e, como toda empresária, vai pensar no bem da instituição”, acrescentou.

Assista o bate-papo completo: