“Não me arrependo de jeito nenhum”, diz Ceni sobre ter assumido o São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 24/05/2018 12h38
LC Moreira/Estadão ConteúdoLíder da Série B como técnico do Fortaleza, Rogério Ceni iniciou a nova carreira no São Paulo, em 2017

Vice-campeão cearense e líder da Série B, Rogério Ceni faz um grande trabalho no Fortaleza. O mesmo, no entanto, não pode ser dito sobre a sua primeira experiência como treinador. Em seis meses à frente do São Paulo no início do ano passado, o ex-goleiro acumulou eliminações em Campeonato Paulista, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil, e deixou o clube do qual é ídolo com aproveitamento de apenas 49,5% (14 vitórias, 13 empates e dez derrotas em 37 jogos).

Quase um ano se passou desde a demissão no Tricolor. E, apesar das críticas, Rogério Ceni não se arrepende de ter começado a nova carreira em um clube do tamanho do São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao locutor Nilson Cesar, da Rádio Jovem Pan, o Mito disse que a decisão de assumir o time de Morumbi foi “mais do que correta” – a entrevista vai ao ar, na íntegra, no próximo Plantão de Domingo.

“Eu posso ter me arrependido de outras coisas na vida, mas não nesse caso. Eu acho que foi mais do que correta a decisão (de ter assumido o São Paulo em 2017). Eu não me arrependo em momento algum”, afirmou.

“Lamento apenas as circunstâncias em que as coisas aconteceram, o momento financeiro do clube, todas as coisas que nós sabemos que aconteceram no início do ano passado. Os jogadores que foram embora, as vendas que eram necessárias para equilibrar a situação financeira do clube… Isso tirou da gente a possibilidade de fazer uma boa campanha”, acrescentou.

Para Ceni, a passagem pelo São Paulo lhe abriu as portas para comandar o Fortaleza – ele ficou um semestre parado antes de aceitar o convite do novo clube.

“Foi uma oportunidade muito bacana dentro do São Paulo, o clube em que eu me formei como homem e atleta. Eu não me arrependo de jeito nenhum. Eu acho que foi através disso, inclusive, que abriu o mercado para eu atuar fora de São Paulo”.

O fato de estar distante da cidade em que sempre trabalhou, aliás, é bem visto por Ceni. O técnico admitiu a necessidade de “descolar” o carimbo de “são-paulino” nessa nova fase da sua vida.

“Com certeza. Nessa segunda carreira, sim. Abre um novo horizonte, um novo leque de opções. Como atleta, além do Sinop e da Seleção, eu só vesti a camisa do São Paulo. Todos sabem o carinho e a gratidão que eu tenho pelo São Paulo, mas, como treinador, eu provavelmente não vou ter a mesma estabilidade e mesmo tempo em um só clube. Então, eu acho que foi uma decisão acertada (de trabalhar no Nordeste), para poder abrir novos horizontes em função dessa nova carreira.”

Rogério Ceni também falou sobre o excelente início de Série B e deu os seus pitacos para a Copa do Mundo. A entrevista exclusiva vai ao ar, na íntegra, no próximo Plantão de Domingo, na Rádio Jovem Pan. Fique ligado!