CEO da AWS explica como uma startup pode alcançar o posto de unicórnio

Cleber Morais, que coordena o Amazon Web Service no Brasil, foi convidado do programa ‘Conselho de CEO’ e falou sobre inovação e tecnologia nesta terça-feira, 23

  • Por Jovem Pan
  • 23/02/2021 19h29 - Atualizado em 23/02/2021 19h53
Amazon Web Service/Facebook/21.06.2018Cleber Morais é CEO da AWS Brasil desde 2018

O entrevistado do jornalista Carlos Sambrana no programa “Conselho de CEO”, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 23, é o comandante da Amazon Web Services (AWS) no Brasil, Cleber Morais. Com lojas fechadas e empresas precisando se adaptar ao mundo online diante da pandemia do novo coronavírus, a AWS, que trabalha com serviços de computação em nuvem, machine learning e internet das coisas, ganhou espaço no Brasil. Hoje, ela é dona de uma fatia de 45% do mercado global de computação na nuvem e conquistou clientes como Itaú, Mercado Livre, Arezzo e até mesmo o Nubank. Com 30 anos de carreira voltada para a área de tecnologia, o CEO anunciou, pouco antes da pandemia, o aumento da infraestrutura de operação local da marca, o que trouxe tranquilidade para clientes em um momento de maior demanda de distribuição dos serviços online.

“A gente já sentiu um aumento de demanda e isso é uma coisa que a gente prepara com muita antecedência, então, ao longo dessa jornada, a gente estava fisicamente preparado, mas mais do que isso, a gente estava preparado para dar apoio para os clientes”, afirmou. Um ponto importante que fez a AWS manter até mesmo os clientes diretamente afetados pela Covid-19. “A gente teve alguns clientes que tiveram impacto nos negócios: empresas de turismo, empresas de hotelaria… Essas, sim, tiveram impacto. E essa flexibilidade de reduzir ou pagar conforme você utiliza, em momentos como esse, é fundamental, você reduzindo o seu negócio, reduz o seu custo. A gente está extremamente inserido nesse contexto, ajudando os clientes a passar por todo esse momento”, pontuou. O CEO lembrou que o mesmo atendimento é fornecido para as grandes e pequenas empresas clientes da marca.

Relação com startups

A AWS no Brasil tem uma relação direta com uma série de startups recém-criadas e viu algumas delas se encaminharem de uma simples ideia para a posição de unicórnios brasileiros, como a Nubank. Entre os programas de apoio a este público estão o fornecimento de crédito, a capacitação de equipes e a ajuda na arquitetura de aplicativos e da marca. Segundo Morais, o diferencial em uma startup pode ser notado desde cedo. “No fundo, o grande diferencial que a gente encontra é a agilidade. É a capacidade dessas empresas que são mais digitais de lançar novos produtos, de entender mais rapidamente a demanda de mercado e colocar a inovação à tona. É isso que tem feito uma mudança significativa no mercado computacional no mundo, principalmente no Brasil”, afirmou.

A inovação é apontada por Cleber Morais como diferencial não só para as novas empresas, mas também para aquelas tradicionais que se viram obrigadas a caminhar na trilha da tecnologia durante o período de isolamento social. Ele fez uma comparação com o advento da “bolha da internet”, ainda nos anos 2000, quando algumas empresas saíram fortalecidas e outras foram prejudicadas das primeiras inovações tecnológicas, e garantiu que o mesmo vai acontecer com aqueles que relutam a se incluir tecnologicamente agora. “O processo é o mesmo agora, é entender que a inovação faz parte da sobrevivência, que a agilidade em atender o cliente da melhor maneira possível é questão de sobrevivência das empresas e sair de uma forma diferente”, explicou. Para ele, antes da pandemia era necessário um esforço maior para convencer as pessoas a entrar no mundo tecnológico.

Como conselho de CEO para aqueles que vivem a mudança no mundo digital, o representante da AWS lembra da importância de ter capacidade de adaptação, de estar próximo das equipes que você gere – mesmo que seja digitalmente – e de aproveitar o momento atual para procurar atender o momento melhor, se inovar e atender o cliente melhor. “Esse é o momento para fazer algo diferente para passar por esse ciclo de uma maneira rápida, sob o ponto de vista da sua empresa, mas galgando passos maiores para o futuro. Nenhum empresário vai ter uma segunda oportunidade de sair dessa fase com aprendizados e com a questão de adaptar o que vem pela frente”, pontuou.

Confira o programa “Conselho de CEO” desta terça-feira, 23, na íntegra: