‘Situação do Amapá mostra que precisamos privatizar totalmente a energia elétrica’, diz Tarcísio de Freitas

Ministro da Infraestrutura participou do programa ‘Direto ao Ponto’ desta segunda-feira, 16, e comentou as opções que o país tem na área de privatizações de estatais

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2020 23h01 - Atualizado em 17/11/2020 08h36
Ministro Tarcísio de Freitas foi o entrevista do Direto ao Ponto

Um dos mais longevos e mais bem avaliados ministros do governo de Jair Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas, responsável pelo Ministério da Infraestrutura, participou nesta segunda-feira, 16, do programa ‘Direto ao Ponto‘, da Jovem Pan, e comentou sobre o apagão no estado da região Norte que deixou 85% da população sem energia elétrica. De acordo com ele, a situação só mostra o quão é importante privatizar as companhias para que a população não sofra com o desabastecimento. “Se a gente quer transferir muitos ativos para iniciativa privada, é preciso uma agência reguladora forte. A situação do Amapá é mais uma situação de que precisamos privatizar totalmente a energia elétrica e não termos mais esses problemas. Vale lembrar que a companhia de energia de lá ainda é uma companhia estatal. Nós tivemos a linha de transmissão construída por uma empresa que fracassou em todos os projetos que participou no Brasil. Não tivemos problemas semelhantes em estados que tiveram a privatização em companhias de energia”, afirmou o ministro.

Responsável por todos os investimentos públicos feitos no país, Tarcísio também comentou sobre a preocupação da pasta com projetos sustentáveis e como isso pode trazer maiores investimentos de capitais estrangeiros. “Estamos levando o que fazemos para os europeus e precisamos dividir o que é guerra ambiental. Nós somos uma potência ambiental, temos a segunda maior reserva florestal do planeta. Temos que melhorar algumas áreas? Sim, e temos essa consciência, mas estamos fazendo um esforço para trazer a temática da sustentabilidade para os novos projetos. Nosso objetivo é fazer que nossos projetos nasçam com o selo verde porque os fluxos financeiros estão mais identificados aos padrões ambientais, então não tem como lutar contra isso”, disse.

Questionado sobre o posicionamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que criticou o Projeto ‘BR do MAR’ (que visa incentivar o uso da cabotagem, aumentar a frota nacional e equilibrar a matriz de transportes brasileira), o ministro foi enfático em explicar que há diversos projetos importantes no país e que nenhum pode ser desacreditado. “O que é importante para o Brasil? Uma série de projetos. Existem projetos que são mais fáceis de conseguir consenso e outros não. Nós temos PL do gás, independência do Banco Central, BR do Mar, autorização de ferrovia … todos esses projetos são importantes e ajudam a gente a caminhar para frente. Não podemos perder a marcha. No final das contas, temos uma somatória de projetos que temos que tirar da frente e começar por onde? pelos mais simples”, destacou.

Privatizações

Tarcísio de Freitas falou muito sobre privatizações nos ramos do setor aéreo e na questão dos portos. Segundo ele, todos os processos devem ser acelerados no próximo ano. “A infraestrutura no Brasil se desenvolveu quando tínhamos um esquema de poupança e um estruturador de projeto. A ideia é construir uma empresa de estruturação de projetos para ajudar no envio de privatizações. A privatização do Porto de Santos será uma grande privatização e pensamos em ter um retorno fabuloso. Correios e Eletrobrás são duas boas mensagens boas para dar para o mercado neste início. Ano que vem o Ministério vai passar mais de 50 ativos para a iniciativa privada. Começamos com 11 empresas, já liquidamos 1 e vamos fazer 3 ou 4 privatizações e vamos fazer no limite das nossas pernas”, afirmou.

Confira na íntegra o ‘Direto ao Ponto’ com o ministro Tarcísio de Freitas: