À JP, diretor do Grêmio vê Flamengo com ‘nariz empinado’ ao forçar volta de público: ‘Carniça’

Ao ‘Esporte Discussão’, Nestor Hein detonou a postura de Rodolfo Landim, Marcos Braz e os demais dirigentes flamenguistas, cravando que o Tricolor gaúcho não entrará em campo, caso o Rubro-negro leve público ao Maracanã nos jogos da Copa do Brasil e do Brasileirão

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2021 14h24 - Atualizado em 10/09/2021 14h27
Montagem sobre fotos/Reprodução/Jovem Pan/CRFDiretor do Grêmio detonou postura do Flamengo nos bastidores

O Flamengo entrou na mira dos clubes brasileiros ao forçar o retorno do público aos estádios. Além de se recusar a participar da reunião do Conselho Técnico da CBF, a diretoria entrou com uma Medida Provisória para voltar a contar com sua torcida de maneira individual. Assim, os outros 19 clubes da Série A entraram no STJD com uma liminar para tentar derrubar a MP que favorece exclusivamente o time carioca. Em entrevista ao programa “Esporte Discussão”, do Grupo Jovem Pan, o diretor jurídico do Grêmio, Nestor Hein, detonou a postura de Rodolfo Landim, Marcos Braz e os demais dirigentes flamenguistas. “O Grêmio tem sido castigado pelo Flamengo, dentro de campo, pelo futebol notável, que o time carioca vem apresentando. Essa é uma questão. Também tenho grande respeito à torcida do clube. Agora, o Flamengo apresenta um lado ruim, que é do seu mascote, o lado da carniça. É o clube que se considera diferente dos outros, que tem uma Medida Provisória apenas para si, que quer voltar antes de todos outros e que não respeita seus companheiros de clubes. O Flamengo sempre apresenta este ‘nariz empinado’, é um clube antipático do ponto de vista do trato pessoal, o que não invalida o seu grande futebol e o seu trabalho”, criticou.

A Prefeitura do Rio de Janeiro liberou o Flamengo a contar com público no Maracanã em três jogos, que servem como “eventos-teste”. O primeiro deles será justamente contra o Grêmio, na próxima quarta-feira, 15, pela partida de volta da quartas de final da Copa do Brasil. O segundo também será diante do Tricolor Gaúcho, desta vez no dia 19 de setembro, pela 21ª rodada do Brasileirão. De acordo com o diretor jurídico gremista, caso o Rubro-Negro mantenha a ideia de receber torcedores, o time treinado por Luiz Felipe Scolari não entrará em campo. “As diretrizes técnicas da Copa do Brasil, como vocês sabem, foi traçada por todos os clubes. Ficou estipulado que se o primeiro jogo fosse sem torcida, o segundo também seria sem torcida. O Flamengo deseja passar por cima dessa decisão com base em um argumento que vai parar no STJD. Nós queremos caçar a liminar, mas o Grêmio não gostaria que esse imaginário do Flamengo de passar por cima de todos caísse. Por isso, consultei o departamento jurídico do Grêmio e passamos a informação do departamento de futebol de que o time não entrará em campo”, disse Nestor.

“O Grêmio vai viajar para o Rio de Janeiro normalmente, até porque o Flamengo pode mudar sua postura e voltar atrás. Se um não pode, vamos dar o sistema de equidade. Há uma combinação dentro da competição. O Grêmio, por exemplo, na Libertadores, jogou um Gre-Nal com público e, na volta fora de casa, foi sem público. Na ocasião, ninguém previa isso porque ninguém sabia que surgiria uma pandemia”, declarou o diretor, que reconheceu uma possível punição ao Tricolor. “O STJD tem uma linha com certa concordância jurídica. Temos que confiar, argumentar bem e refazer os nossos passos. Acreditamos na seriedade do Tribunal e que não vá autorizar uma insanidade dessas contra as próprias regras da CBF. O Grêmio, é verdade, pode ser punido, sendo excluído da próxima Copa do Brasil. O Flamengo, no entanto, também pode, já que está descumprindo algo que está desenhado nas diretrizes. Devemos confiar nas regras. Nosso país precisa disso, até fora do futebol”, finalizou.