Em conversa com Flavio Prado, Diniz revela ‘choradeira’ com demissão e bastidores do São Paulo

Em bate-papo exclusivo, o treinador falou sobre o motivo da queda de rendimento do Tricolor, a discussão com o meio-campista Tchê Tchê, o posicionamento escolhido para Daniel Alves e, claro, a emocionante saída do clube paulista; assista

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2021 15h17 - Atualizado em 01/03/2021 15h20
Montagem sobre fotos/Reprodução/Jovem Pan/LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDOFlavio Prado revelou bate-papo exclusivo com Fernando Diniz

O comentarista Flavio Prado, do Grupo Jovem Pan, contou no programa “Esporte em Discussão” desta segunda-feira, 1º, que almoçou com Fernando Diniz, demitido pelo São Paulo há exatamente um mês, depois de uma má sequência no Campeonato Brasileiro. Na conversa, o treinador abriu o jogo, falou sobre o motivo da queda de rendimento do time, a discussão com o meio-campista Tchê Tchê, o posicionamento escolhido para Daniel Alves e, claro, a emocionante saída do clube paulista, que resultou em uma “choradeira” coletiva.

Sob a batuta de Diniz, o Tricolor alcançou a liderança do Brasileirão, abrindo sete pontos de vantagem e demonstrando boas exibições, como na goleada por 4 a 1 contra o Flamengo, em pleno Maracanã, ou na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, no Allianz Parque. No entendimento do técnico, esse momento só foi atingido graças ao bom relacionamento entre os funcionários. “Eu e o Bruno Prado conversamos com ele por cerca de seis horas na última terça-feira. Me chamou a atenção que, no entendimento do Diniz, o que gerou a melhora na produção do São Paulo foi uma simbiose entre todos. Estava tudo tão conectado que, por exemplo, se um dia o jogador não fazia uma boa partida, no dia seguinte a cozinheira fazia um bolo para ele. Quando as críticas ao Diniz aumentavam, o pessoal da comunicação faziam aqueles vídeos mais simpáticos. Enfim, todos estavam juntos”, relatou Flavio Prado.

Segundo Diniz, as mudanças feitas pelo presidente Julio Casares, que tomou posse em janeiro de 2021, justamente o momento em que a equipe caiu de produção, foram sentidas pelo elenco – uma delas, inclusive, foi a saída de Alexandre Pássaro, então gerente executivo de futebol. Além disso, o técnico falou que se surpreendeu com a demissão. “O Diniz contou que o relacionamento entre Raí e Pássaro era ótimo com os jogadores. E ele conta que, quando o Julio Casares assumiu e fez as mudanças pontuais e mais urgentes que ele entendia, o elenco todo sentiu”, disse Flavio Prado. “Ele também disse que foi uma choradeira de todos, inclusive dele, no momento da demissão. Na conversa, o Fernando Diniz também contou que achava que dava para recuperar o futebol do São Paulo, já que o time já tinha oscilado em outros momentos. Ele falou que ficou surpreso com a demissão”, completou.

Flavio Prado e Fernando Diniz também conversaram sobre outros temas, como o desentendimento do técnico com o volante Tchê Tchê durante a partida contra o RB Bragantino, além do posicionamento de Daniel Alves, utilizado como meio-campista desde que retornou ao Brasil. “Ele disse que o problema com o Tchê Tchê foi resolvido. Contou que se sentiu muito mal, não pelo que aconteceu, mas pela repercussão e a história do jogador ter família. O problema foi a exposição que o Tchê Tchê sofreu. Sobre o posicionamento do Daniel Alves, a resposta dele foi altamente convincente. Ele falou assim: ‘Deus do céu! Eu tenho um jogador espetacular, referência para os outros atletas, com passes extraordinários e que sempre foi o primeiro a chegar nos treinos. Como eu vou colocá-lo em um corredor limitado, pegando pouco na bola? No meio-campo, a bola passa por ele, que é criativo’. Para mim, isso também é muito claro”, comentou Flavio.

Assista mais detalhes no vídeo abaixo: